Planejamento Financeiro

O que seria o Planejamento Financeiro? primeiro acho importante pensar sobre o planejamento em si.

Lembro que há muito tempo, quando ainda estava no ensino fundamental, todo início de aula uma dupla de alunos ia até o quadro e elencava uma série de atividades que aconteceriam naquele dia: chamada, correção das tarefas, entrega de atividades, recreio, etc…

Apesar de não dar muita atenção na época, ali estava um conceito muito importante para o futuro, estabelecer uma lista de afazeres com metas e objetivos a seguir.

O mais importante no planejamento, em qualquer área que seja, é estabelecer metas claras e objetivas, com prazo definido para serem realizadas, e além disso, criar etapas simples que possam ser executadas naquele exato momento ou no dia seguinte também é algo fundamental.

Costumo fazer comparações entre planejamento financeiro com uma dieta.

Um exemplo ruim de meta: Ficar magro; Etapas: não comer carboidratos. Metas muito amplas e sem prazos definidos acabam não estimulando o indivíduo.

Um bom exemplo de meta seria: Perder 2 kg até o fim do mês; Etapas: cortar o refri durante o almoço.

Nesse caso, mesmo que o objetivo não seja alcançado (perder os 2kg) se as etapas forem cumpridas você com certeza estará mais próximo de alcançar o que deseja, ou no mínimo vai saber onde pode melhorar.

Agora sim! e o Planejamento Financeiro?

Minha primeira meta quando pensava em planejamento era: ficar rico. Porém, como falei anteriormente, este é um exemplo ruim, pois não defini prazo, e muito menos é um objetivo claro.

Ao definir metas, principalmente se tratando de finanças, o importante é saber exatamente o que se quer alcançar. Um bom exemplo é: juntar determinada quantia para realizar uma viagem. Ex: juntar 10.000,00 em dois anos para passar uma semana conhecendo o nordeste. Etapa 1: pesquisar preços de hotéis/pousadas.

No exemplo acima, vários outros fatores poderiam ser abordados, como qual investimento utilizar, valor a ser poupado mensalmente, etc.. mas o que quero mostrar é que, quanto mais elaborado for o seu planejamento mais fácil será segui-lo e maior a probabilidade de dar certo.

Acredito que todos que realmente se preocupam com suas finanças tem como grande meta em seu planejamento, ter uma aposentadoria saudável, para poder curtir o seu tempo livre e desfrutar dos anos de trabalho, para isso, além de escolher bons investimentos é preciso ter paciência e perseverança.

Depois de ter metas bem definidas e estabelecer uma série de etapas realizáveis, é preciso pensar se seu objetivo será de curto, médio ou longo prazo.

Para curto prazo, algo entre 6 meses à um ano, objetivos como: uma viagem de fim de ano, ir ao show de seu artista favorito, ou a compra de uma TV que vira um transformer podem ser exemplos de objetivos de curto prazo.

É importante entender, que para esse tipo de objetivo não será tanto a rentabilidade do investimento que irá lhe ajudar, mas sim a sua capacidade de poupar para alcançar sua meta. Outro ponto a ser analisado é que o seu investimento deve ser de baixo risco, e com uma boa liquidez, pois em poucos meses você vai precisar ter acesso ao dinheiro.

Por último, mas não menos importante, ser realista. Não adianta poupar R$ 100,00 ao mês e esperar ter 10.000,00 no final de um ano. Nem mesmo com uma rentabilidade mensal muito alta você conseguiria isto.

Médio prazo: entendo que algo entre 2 até 5 anos no máximo seria considerado médio prazo. Um exemplo seria poupar dinheiro para dar entrada em um carro, ou a compra do seu primeiro imóvel.

Para estes casos a rentabilidade se torna importante, principalmente para algo acima de dois anos, além disso, você deve abrir mão da liquidez, pois já tem um prazo mais longo para faze o resgate. Quanto ao risco, tudo vai depender do seu conhecimento sobre investimentos, quanto mais informação tiver maiores são as oportunidades de conseguir rentabilidades mais altas correndo algum risco, mas de forma controlada.

Longo prazo: tudo que for acima de 10 anos. Formação da sua aposentadoria ou quem sabe sua independência financeira. Aqui você pode diversificar em ativos com maiores riscos, como ações, fundos imobiliário e outros tipos de renda variável.

Esqueça a liquidez nesse momento, esse dinheiro só deve estar disponível no futuro. A rentabilidade é importante, mas nesse tipo de investimento seu maior aliado são os juros compostos, por isso busque investimentos que foquem principalmente em lhe proteger da inflação. Um bom exemplo para este caso seria o Tesouro IPCA, que lhe garante uma certa rentabilidade anual + o próprio IPCA acumulado durante os anos, de preferência aos títulos sem pagamento de juros semestrais.

Para começar é isso, existe muito mais a ser explorado dentro do planejamento financeiro mas pretendo escrever mais artigos falando do assunto no futuro.

Sei que trouxe aqui alguns conceitos diferentes que podem ser novidade para alguns, mas pretendo ir comentando sobre eles mais adiante no blog, deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até mais!

 

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