E quando faltar aquela grana?

Fala Pessoal,

Então a resposta mais adequada ao título seria: comece a chorar, mas ficaria um artigo muito reduzido e a ideia do blog é trazer soluções, portanto vamos lá.

Minha ideia na verdade, é somente comentar algumas opções de crédito disponíveis e ir detalhando cada uma em outros posts. Em primeiro lugar devemos entender que ao tomar crédito no banco, em qualquer opção que seja, teremos que pagar, além do valor da dívida, os juros que serão cobrados pelo empréstimo.

Os juros então são um tipo de “aluguel” que você paga por usar o dinheiro de um terceiro, o banco nesse caso. Pense da seguinte forma: se você mora de aluguel, por exemplo, aquela casa é de alguém, então nada mais justo do que você pagar uma quantia mensal por poder utilizar aquele imóvel no lugar do dono. A mesma regra serve para os juros com o dinheiro emprestado, aquele valor é de alguém então se você vai pegar emprestado é justo que você remunere a pessoa ou no caso o banco por utilizar aquele recurso no lugar dele.

Comentei isso porque sempre vejo muita gente reclamar que o banco cobra juros elevados e se aproveita de quem precisa de crédito, realmente concordo que os juros em nosso país tem taxas elevadas, mas não vejo o banco como um grande vilão, porque no fim das contas o serviço dele é esse, emprestar dinheiro.

Dessa forma quando tomamos dinheiro emprestado deveria ser somente para cobrir algum gasto emergencial, um gasto para reparo do carro, ou uma consulta no médico por exemplo. E evitar fazer um empréstimo para comprar uma TV maior, ou pegar o carro do ano, minha sugestão nesses casos, já que não é uma emergência é acumular o valor que pagaria na parcela e pagar pelo bem à vista.

Eu enrolei um pouco aqui, enfim, vamos aos tipos de crédito:

As primeiras opções que vem a cabeça são: o cartão de crédito e o cheque especial, estes são os mais acessíveis a grande maioria, mesmo que nem tenham solicitado este serviço, e é por isso mesmo que possuem as maiores taxas de juros.

Ao abrir uma conta em banco você acaba recebendo estas ofertas. Com uma análise aos serviços de proteção ao crédito e ao seu holerite, o banco já vem com oportunidades de limite de cheque especial e cartão de crédito liberados. Sugiro muito cuidado, principalmente com o cheque especial, já o cartão de crédito se usado corretamente pode virar um grande aliado, já que se você pagar a fatura em dia não há juros.

Em segundo lugar temos os financiamentos, seja do carro ou imóvel, quem já fez faculdade nas áreas administrativas (contabilidade; ADM; economia) vai lembrar das aulas de matemática financeira, onde analisamos as famosas tabelas de parcelamento: Tabela Price e SAC. Lá, como no sistema de ensino em geral, aprendemos a fazer a tabela, decoramos as fórmulas, mas educação financeira de verdade que é bom não tem, se não, todo professor de matemática ou estudante da área de exatas seria rico. Deixando de lado a minha crítica, voltamos ao artigo.

Os financiamentos tem em geral taxas bem mais baixas, é possível fazer uma consulta pelo site do Bacen se tiver interesse, mas essas taxas reduzidas tem um motivo, enquanto você paga pelo bem, ele não é totalmente seu, ou seja, em caso de não arcar com os pagamentos o banco pode tomar o seu imóvel e levar a leilão, e caso isso aconteça, após a venda é quitado o valor do banco e apenas  se sobrar dinheiro é que você poderá reaver parte do que havia pago.

Terceiro: CDC, ou os empréstimos pessoais, tem taxas maiores que as do financiamento, pois não terão um bem em garantia, porém menores que as do cartão de crédito. Para quem tem dívidas no cartão ou cheque especial e não tem o nome sujo, sugiro utilizar o empréstimo pessoal para refinanciar os seus compromissos, os juros dessa forma serão sempre menores.

Em quarto lugar: o crédito consignado. É oferecido aos servidores públicos ou aposentados, que possuem uma renda garantida, e, além disso, o desconto é feito direto na folha, por esse motivo tem taxas bem menores que os demais tipos de crédito, perto do financiamento até. Apesar disso, deve ser usado com a mesma cautela e somente em casos de real necessidade.

Existem sim outras formas de crédito, como o leasing ou o consórcio, mas minha intenção era apresentar de forma rápida algumas delas. O foco na verdade é que apesar de existirem estas alternativas elas devem ser usadas o menor número de vezes possível, pois assim deixamos de enriquecer o banco e passamos a usar melhor o próprio dinheiro.

Mais uma vez espero ter contribuído e até a próxima.

Flws.

Sugestão de leitura: Pare de usar os juros contra você

 

 

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