Endividamento x Renda Mensal

Olá Pessoal,

Durante um tempo acreditei que o endividamento das pessoas ocorria somente com quem tinha uma renda mais baixa, pois devido às várias contas mensais essenciais que todos temos que pagar ficava difícil encaixar todas as despesas no orçamento, o que levaria a tomar crédito para suprir tudo o que fosse necessário.

Porém, não é isso o que acontece, mesmo quem possui uma renda mais alta (acima de 10 salários mínimos) também sofre com as dívidas, e isso me surpreendeu bastante, no início de 2017 mais de 46% de famílias com renda nesse patamar estavam endividadas.

Antes de tudo, o que é estar endividado?

Acho que muitos confundem estar inadimplente, com estar endividado. Endividado seria aquela pessoa que contraiu uma dívida, e possui um parcelamento a pagar, mesmo que todas as contas estejam em dia, essa pessoa estará endividada até quitar aquele compromisso.

O inadimplente por outro lado, é aquele que deixou de arcar com um compromisso, seja por falta de recurso ou simplesmente por ter esquecido de pagar uma conta.

Mas se as contas estão em dia qual a preocupação?

Contrair dívidas é normal, e necessário em alguns casos, seja para realizar um sonho, para adquirir um bem de valor muito alto, ou até mesmo para alavancagem na hora de abrir um novo negócio, por exemplo.

O problema é quando a dívida passa a ocupar grande parte do seu orçamento, e não deixa mais espaço para montar suas reservas financeiras, seja ela para realizar um sonho futuro, ou mesmo para sua independência financeira.

Os custos mensais como luz, água, moradia, transporte, etc, não devem ser considerados dívidas, mas obrigatoriamente estarão em seu orçamento mensal, pois são essenciais para sobreviver, assim como os gastos com lazer que também devem estar no orçamento, para que haja equilíbrio entre realizações futuras e presentes.

O que deve ser evitado é pagar dívidas e investir ao mesmo tempo, pois apesar de ser importante o hábito de poupança, é improvável conseguir uma aplicação segura, que lhe renda juros maiores que os pagos em seu parcelamento.

O ideal então é contrair dívidas por períodos mais curtos, e sempre se for para algo essencial, como a compra de um móvel que esteja faltando, um reparo na casa, ou um financiamento estudantil, este último deve ser considerado como um investimento. E em caso de comprar algo menos essencial como uma TV nova, opte por investir o valor, apesar de adiar um pouco o sonho você não paga juros e não compromete seu orçamento.

E o que tudo isso tem haver com a renda?

Aí é que está o problema.

Quando nossa renda aumenta, é natural passar a gastar um pouco mais, pois batalhamos para chegar naquele nível e merecemos uma recompensa por aquilo, o grande problema, é que também cresce seu acesso ao crédito, e a possibilidade de se endividar ainda mais.

Além disso, com mais folga no orçamento fica difícil resistir à compra de itens melhores para o seu dia a dia, o problema nesse momento é quando se prioriza o parcelamento, pois sua renda lhe permite assumir parcelas maiores, enquanto o correto deveria ser investir mais, e acelerar a conquista daquele sonho, e de todos os próximos.

Mais uma vez acredito que tudo isso acontece pela falta de educação financeira, pois se tivéssemos tido contato com esses assuntos desde pequenos, seria muito mais fácil lidar com estas situações quando adultos.

É isso por hoje, até a próxima.

Flws

 

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