Investimentos em Renda Fixa

Olá Pessoal,

De início acho importante definir as características da renda fixa. Investimentos em renda fixa são empréstimos (feitos pelo investidor) que buscam além do retorno do valor principal, o pagamento dos juros. Em resumo, se há pagamento de juros na operação é renda fixa, tudo que fugir disso, passa a ser renda variável.

Os juros então são a principal característica de títulos de renda fixa, e representam um aluguel sobre o dinheiro que foi emprestado, assim sendo, o tomador, remunera o investidor que além de deixar de usar aquele dinheiro no momento presente passa a ter o risco do empréstimo, e precisa de uma compensação tanto do risco, como da inflação.

Quais os riscos de se investir em renda fixa?

São cinco os principais riscos envolvidos nesse tipo de investimento, sendo o principal deles, o risco de crédito, além desse, há o risco de mercado; risco de liquidez; risco de inflação e risco de reinvestimento. Tentarei detalhar de forma simples cada um destes.

Risco de crédito: em resumo é o risco de calote, ou seja, emprestar um valor e não recebê-lo de volta, ou receber apenas em parte.

Risco de mercado: esse risco está ligado à oscilação de preço de um título, que pode variar ao longo do tempo, quanto maior o prazo de um título maior tende ser a variação de seu valor. Dentro da renda fixa, uma forma de evitar a preocupação com esse risco é levar sempre seus títulos até a data de vencimento.

Risco de liquidez: é o risco de não conseguir transformar seu título em dinheiro antes do prazo de vencimento, alguns títulos podem ser não resgatáveis, o que acaba travando o dinheiro do investidor durante determinado período.

Risco de inflação: o risco aqui é referente à erosão de rentabilidade que o título sofre frente a inflação, chegando muitas vezes a perder essa corrida, como é o caso da poupança, mesmo tendo isenção de IR, já houve anos em que o rendimento da poupança fixou abaixo da inflação.

Risco de reinvestimento: risco de não ter no futuro as taxas de juros praticados nos dias de hoje, o que acaba prejudicando projeções acima de cinco ou dez anos. A única opção aqui é travar boas taxas pelo máximo de tempo possível, porém sem deixar de ter um montante separado com boa liquidez.

Alguns dos riscos citados podem ser evitados com atitudes simples, e até mesmo o risco de calote pode ser prevenido, como foi comentado do post sobre o FGC, que garante a todo investidor uma proteção de até R$ 250.000,00 sobre alguns tipos de investimentos. Sugiro dar uma lida para maiores informações.

E quais são minhas opções dentro da renda fixa?

Existem muitas opções de investimento dentro do mundo da renda fixa, tanto para quem esta começando, como para quem tem um patrimônio bastante elevado, sendo que alguns produtos realmente exigem um capital de entrada na casa dos milhares de reais.

De forma bem resumida temos três categorias:

Títulos públicos: aqui já há uma série de subdivisões, mas para o investidor pessoa física o que mais interessa são os Títulos do Tesouro Direto, é possível encontrar mais informações sobre esse investimento fuçando aqui no blog. Vale lembrar que os títulos do tesouro nacional são os mais seguros para se investir, e ganham até mesmo daqueles que tem cobertura do FGC.

Títulos bancários: aqui se englobam os títulos protegidos pelo FGC, e não posso deixar de citar a poupança, que também tem cobertura do fundo, apesar de não considerar a poupança um investimento. Alguns exemplos de títulos como estes são os CDB’s ou as LCI’s, ambos já abordados aqui no blog também. Os títulos de cooperativas também podem ser considerados nessa categoria, e contam com a mesma proteção, só que desta vez é do FGCoop.

Demais títulos privados: tudo o que sobra vem para cá. Um exemplo de título pode ser o CRI ou CRA, que são emitidos por companhias securitizadoras, e apesar de contar com isenção de IR, geralmente possuem um capital de entrada um pouco elevado, e não contam com as garantias do FGC. Outra opção um pouco mais acessível são as debêntures, que podem ser encontradas a partir de R$ 1.000,00, e com ótimas taxas de rentabilidade.

Fundos de investimento: uma opção ainda é investir por meio de fundos, para quem busca investir um valor mensal, mas não quer se preocupar com a gestão de seus recursos e nem correr riscos, é possível buscar os fundos de renda fixa, que também são contemplados como investimentos dessa categoria.

E o que eu devo escolher?

Bem, não é tão fácil responder.

Cada investimento tem sua particularidade, e atende objetivos diferentes, é como ir ao médico, cada paciente vai precisar de um remédio diferente de acordo com sua situação.

O que vale como dica é, antes de tudo definir o que se quer alcançar com aquele dinheiro, uma vez que você dê um nome ao seu investimento, fica mais claro qual título escolher, e até mais fácil poupar para chegar ao objetivo.

Para não deixar o post sem nenhum caminho a seguir, indico os títulos públicos para quem está começando e não tem muita grana, pois é possível começar a investir com R$ 30,00, e não há distinção de rentabilidade para quem vai aportar os R$ 30,00, ou R$ 300.000,00. Para esse tipo de investimento uma boa opção é o Tesouro Selic, que rende mais que a poupança, e acaba sendo mais seguro.

Qualquer dúvida comentem aí embaixo.

Flws.

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