Quais os Riscos ao Investir? – Parte 2

E aí pessoal,

Segunda parte do post sobre os riscos de investir, a primeira parte está aqui, ficou faltando falar sobre o risco de inflação e o risco de reinvestimento, então vamos concluir de uma vez.

Risco de Inflação: este risco está associado a perda de valor do dinheiro ao longo do tempo, de forma resumida é o risco de seu investimento não superar a inflação do período. O grande problema é que é difícil visualizar essa corrosão que ocorre sobre o nosso investimento, em um produto de renda fixa, por exemplo, o valor sempre estará crescendo, mas pode acontecer de não superar a inflação dentro de um ano.

A conta é de padeiro, mas vale a ilustração: se seu investimento lhe rendeu 8% em um ano, e a inflação foi de 10%, no fim das contas você perdeu dinheiro, pois seu poder de compra diminuiu.

Esse risco afeta tanto investimentos de renda fixa como de renda variável, e é a partir da inflação que você consegue medir o ganho real que terá de retorno sobre os investimentos. Uma forma de se proteger parcialmente desse risco é investir em produtos atrelados à inflação, como Tesouro IPCA ou debêntures, já que a remuneração do produto é feita sempre sobre a inflação mais um determinado percentual.

As ações por outro lado já se protegem de certa forma ao longo do tempo. O que acontece é que as empresas vão repassando seus custos para os produtos, e a inflação é um desses custos, portanto a longo prazo o natural é que esse tipo de ativo supere os índices de inflação.

Dica: foque sempre no seu ganho real ao longo do tempo, a curto prazo pode não fazer tanta diferença, mas em cinco ou 10 anos o efeito da inflação começa a prejudicar seus investimentos.

Risco de Reinvestimento: é o risco de não conseguir uma taxa de retorno sobre o seu investimento tão boa quanto a que se obteve no passado, e afeta principalmente investimentos de longo prazo, onde planeja-se obter determinada taxa durante X anos, mas ao chegar no vencimento de um título tal taxa não existe mais.

Em 2015 por exemplo, havia oportunidades de investimento em renda fixa com taxas acima de 14% ao ano, o mesmo cenário ainda existia em 2016, mas foi perdendo força, atualmente, na data que escrevo o post pelo menos é raro encontrar taxas que superem os 8% ao ano.

Então, quem planejou ganhar uma bela taxa de mais de 1% ao mês durante muito tempo, acabou não tendo o resultado que gostaria.

Este tipo de risco afeta principalmente títulos de renda fixa prefixados, e não há uma forma de evitar essa situação, o que pode ser feito é aproveitar boas taxas sempre que possível, estendendo ao máximo o prazo de vencimento de seus ativos, para garantir uma boa rentabilidade pelo menos durante um tempo.

Era isso por hoje pessoal, a ideia era trazer algumas informações sobre os riscos de se investir, e pode não parecer, mas o maior cuidado deve ser com estes dois últimos, principalmente a inflação.

Percebemos que os demais riscos podem ser gerenciados com um bom planejamento, ou entendendo um pouco mais afundo o mercado, contudo não é possível controlar a inflação ou a taxa de juros.

Nossa opção é começar cedo, e se as taxas não colaborarem tanto, utilizar o poder dos juros ao longo do tempo, já que segundo Einstein é “a maior força do universo”.

Até mais.

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