Barbell: uma estratégia para investir

Olá pessoal,

Já deve estar fazendo uns dois anos que me deparei com esta estratégia durante a realização de um curso sobre investimentos voltados para renda fixa. Apesar disso a ideia continua a fazer sentido e mesmo que na época não soubesse eu já a utilizava, mas não sabia que aquela ideia já tinha uma definição digamos assim.

Apesar de o curso ser sobre Renda Fixa a estratégia acaba sendo válida para qualquer tipo de investimento, contudo a ideia neste momento é focar no balanceamento de sua carteira, os produtos a serem utilizados irão depender do investidor e de seu perfil de risco.

Já fiz minha introdução, vamos entender o que a estratégia propõe.

De forma simplificada essa estratégia visa distribuir seus investimentos em duas pontas, sendo uma de curto prazo e a outra de prazo mais longo possível. Curiosamente, ou não, a tradução da palavra Barbell, do inglês nos remete aquela barra onde é possível colocar os pesos escolhidos para prática do exercício (se ficar alguma dúvida jogue no google e você irá entender).

A proposta seria que na parte de curto prazo você tivesse ativos de maior liquidez, visando lidar com qualquer evento imprevisto, a famosa reserva de emergência, além de uma “gordurinha” que lhe permita aproveitar oportunidades sem precisar mexer na parcela de longo prazo e talvez perder dinheiro.

Já na outra ponta os investimentos seriam aqueles de longo prazo, sejam títulos públicos, ações, ou qualquer outro produto, a proposta é buscar retornos melhores e principalmente acima da inflação podendo até correr certo risco já que não haverá necessidade daquele recurso por um bom tempo, uma vez que a parte de curto prazo já está coberta.

Vantagens e desvantagens

A partir daqui o que vou abordar é muito mais uma opinião baseado no que a estratégia apresenta, a ideia principal foi o que comentei nos parágrafos acima.

Para quem busca formar patrimônio visando o longo prazo essa estratégia é algo natural, como comentei no início eu utilizava a ideia sem saber que era algo pensado previamente. O que quero dizer é que, caso você já possua uma reserva de emergência construída, podendo ou não ter um valor sobressalente para qualquer eventualidade, o caminho mais indicado é que novos aportes sejam dedicados a montagem de seu patrimônio, basicamente buscando uma renda para aposentadoria ou sua independência financeira.

As vantagens então são na facilidade de fazer novos aportes, já que você estará sempre buscando produtos de longo prazo e que lhe garantam a melhor rentabilidade possível e nos produtos de renda fixa principalmente há a questão da menor tributação pois esse prazo mais longo certamente será maior do que dois anos.

Como desvantagem e não me refiro a estratégia, mas sim as necessidades do investidor é a falta de geração de caixa a médio prazo, o que dificultaria a acumulação para uma viagem ou compra de um bem de valor mais elevado em um prazo menor do que 5 anos, por exemplo. Nesse caso será necessário adaptações, o que descaracterizaria essa estratégia, porém não há nada de errado nisto.

Uma desvantagem real é a falta de geração de renda no longo prazo, aí sim cabe ao investidor que já possui um bom montante acumulado repensar sua estratégia, já que a ideia é aproveitar aquele recurso para complementar sua renda e não fazer com que ele continue crescendo.

Enfim pessoal, o texto de hoje foi muito mais a título de curiosidade e informação, mas de qualquer forma espero que tenham gostado.

Flws.

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