Educação Financeira

Nesse texto de apresentação quero destacar a importância que acredito ter a educação financeira, e o quão relevante se faz esse tema na vida de qualquer indivíduo.

Em minha opinião, este deveria ser um assunto tratado desde cedo nas escolas, substituindo algumas matérias que muitos de nós nunca utilizaremos em nossas vidas, porém, como isso ainda não acontece devemos recorrer a outros meios para obter tais informações e conhecimentos.

Na verdade, o assunto finanças já devia ser abordado em casa desde quando somos pequenos, contudo, mesmo que os pais passem a conversar com seus filhos a respeito deste tema com base apenas nas suas experiências, poucos deles terão informações realmente relevantes para ensinar. A maioria das pessoas segue um modelo pré-estabelecido pela sociedade quando se trata de dinheiro: estudamos até nos formar no ensino médio (alguns já trabalham neste período) e logo em seguida iniciamos uma faculdade muitas vezes sem saber o que realmente queremos fazer como profissão, até porque na escola não temos contato nenhum com o funcionamento de uma empresa, qualquer que seja ela e finalmente conseguimos um emprego que paga um salário razoável.

Aqui já surge o primeiro problema, estamos acostumados a pensar que para ter uma boa renda e viver com qualidade e liberdade precisamos estudar e nos sacrificar para ser recompensados, e é isso que nossos pais nos ensinam, o grande problema é que a maioria das pessoas já faz isso, porém uma minoria é rica de verdade, ou faz realmente o que gosta.

Quanto aqueles que são ricos, ou melhor, tem um alto padrão de vida é possível observar que mesmo tendo uma renda relativamente alta, são poucos os que entendem realmente de finanças. É claro que para quem ganha melhor a vida acaba sendo muito mais interessante, o dinheiro nos permite ter acesso a muito mais opções de diversão e lazer, contudo grande parte destas pessoas seguiu o conselho de seus pais, estudou muito e se sacrificou para poder usufruir de todos estes benefícios, mas continua seguindo um modelo que se tornará insustentável com o tempo.

Não quero dizer que o trabalho duro não vale a pena, pelo contrário, acredito que todos devemos seguir esse caminho, pois nossas conquistas se tornam muito mais relevantes para nós mesmos desta forma. O que quero destacar aqui é que não importa o quanto nossa renda cresça, nossos gastos e despesas acompanham este crescimento e este é um ponto crucial que divide as pessoas que sabem lidar com o dinheiro, das que nunca foram educadas nessa questão.

Se alguém ganha R$ 1.000,00 por mês e gasta R$ 1.000,00 ou ganha R$ 10.000,00 e gasta R$ 10.000,00 não existe diferença no fim das contas, as pessoas terão padrões de vida diferentes sim, porém ambos acabam ficando presos em um ciclo. Digo isto porque temos um certo período de maior produtividade em nossas vidas até chegar o dia em que vamos nos aposentar e desfrutar do que construímos, o problema, é que dificilmente alguém vai conseguir manter a mesma renda quando se aposenta.

É por esta razão que criei este blog, para trazer as pessoas ideias que permitam desfrutar melhor do dinheiro que ganham sem fazer grandes sacrifícios, mas vivendo com qualidade e construindo uma base sustentável para o futuro.

Sei que este texto ficou um pouco longo, reflexivo de mais, e no fim das contas não trouxe nenhuma informação útil de verdade.

Espera aí, joguei 5 minutos de vida fora então? Sim…

Zueira, minha ideia é trazer nos próximos posts assuntos mais interessantes, práticos e até divertidos, vivenciados por mim ou discutido com colegas que tragam informações úteis aos leitores.

Espero que goste do blog Todo Mundo Rico e participe dessa ideia.

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Benchmark, e os índices de referência financeiros

Existe algum modo de saber se o meu título performou bem ou não? Será que a rentabilidade do título que comprei está de acordo com o mercado?

Fala pessoal,

O post de hoje buscar responder as perguntas acima, e dar um meio ao leitor de avaliar se um ativo entrega uma rentabilidade adequada, muito superior, ou medíocre em comparação ao que o mercado está oferecendo.

O intuito é realmente ter uma informação que permita avaliar um título, já que olhando para um percentual isolado, fica difícil dizer se aquilo foi algo bom ou ruim.

Imagine que você tem em sua carteira um CDB que lhe entregou 10% no ano. Como saber se esse percentual foi realmente bom?

Para responder a essa pergunta antes devemos entender um conceito.

Benchmark

Em uma tradução literal do inglês para o português o significado seria: referência.

A ideia de um benchmark é servir como modelo, ou um parâmetro de comparação que permita analisar o desempenho de alguma coisa.

Sim, esse conceito não serve somente para as finanças, fazer o benchmarking de algo, significa usar uma métrica que permita avaliar se o item estudado está entregando um resultado bom ou ruim.

É um termo bastante comum seja na área de gestão ou mesmo dentro da computação. Mas o que interessa nesse momento são os benchmarks financeiros.

São eles que servem como índices para nos ajudar a avaliar se um título, seja ele de renda fixa ou renda variável performou bem ou não durante o período de avaliação. Vejamos então os principais índices utilizados nesse meio.

Renda Fixa

Dentro da renda fixa os índices mais conhecidos são o CDI ou a Selic.

Estes dois índices acompanham a movimentação das taxas de juros, então servem como parâmetro para avaliar se um título seja pós ou prefixado está me entregando uma rentabilidade interessante ou não.

Ainda dentro da renda fixa pode-se utilizar o IPCA ou IGPM, na hora de avaliar títulos que visam lhe proteger da inflação.

Mas onde encontrar essas informações?

A taxa Selic, por exemplo, é facilmente encontrada na página inicial do BACEN, logo no canto direito, de qualquer forma deixarei o link aqui.

Já o índice CDI pode ser encontrado no site da B3, também na página inicial, segue o link.

Renda variável

Para renda variável o índice de avaliação mais comum é o Ibobesva. Esse índice dá uma ideia geral do desempenho médio do mercado de ações.

O Ibovespa representa uma carteira composta pelas ações mais negociadas da Bolsa ultimamente, ou seja, garante que estará sempre atualizado.

É bom lembrar que renda variável varia, então em alguns momentos performar bem não significa ter um rendimento positivo, mas sim próximo ou acima do modelo utilizado como parâmetro.

Se o índice caiu 2% naquele mês e sua carteira de ações caiu apenas 1%, seus investimentos performaram melhor que o índice.

Pra facilitar a vida dos leitores vou deixar também o link do comparador de fundos da Vérios, é uma excelente ferramenta de comparação de fundos, mas para quem tem curiosidade permitir avaliar o desempenho do CDI x Ibovespa, sei que alguém pode ficar curioso.

É isso então pessoal, espero que o post os ajude de alguma forma. Utilize essa informação quando o gerente do seu banco lhe oferecer algum produto.

Até mais.

Pirâmide de Investimentos

Pirâmide de Investimentos

Sim, tem figurinha no post, não é a primeira vez.

Olá pessoal,

Antes de tudo, não possuo habilidade no Paint. Não sei se a distribuição de cores faz sentido. E eu sei que parece aquele trabalho de última hora feito por fazer.

Contudo, espero que ajude, pois, a ideia irá fazer sentido lendo o post.

Originalmente essa forma de classificar os ativos não é totalmente minha, o uso da pirâmide sim, mas a ordem que segui se baseia no conteúdo que aprendi através do curso Investimento Perfeito do André Bona. Aproveite e conheça o canal dele no YouTube, é uma das pessoas que mais respeito no mundo das finanças.

Outro ponto é que alguns produtos citados na pirâmide ainda não foram detalhados aqui no blog, alguns por eu não acreditar que faça sentido comentar, como CRI’s e CRA’s por exemplo, que exigem investimento mínimo de milhares de reais ou mais, então acaba que foge da realidade do pequeno investidor.

Outros porque ainda não utilizo, e os demais pelo fato de que existem muitos produtos financeiros, faltou sim alguns deles na pirâmide, mas com o tempo devo trazer mais informações, não se preocupe.

Claro, surgindo dúvida sobre algum item em particular deixe nos comentários.

O que a poupança faz ali?

Por mais que se dia que não é investimento, que no blog mesmo eu já tenha citado que há opções melhores e que tem data de aniversário e mais outros fatos. Meu coração foi bondoso e a poupança está ali.

É a vida.

Entendendo a Pirâmide

A proposta geral é ordenar os produtos de acordo com o risco, onde a base representa o produto mais seguro e o topo o de maiores riscos. Pode parecer óbvio mais acho importante comentar.

Além disso, o que levei em conta não foi só a complexidade dos produtos, mas também as possibilidades de variação, risco de calote e de falta de liquidez.

Veja que um Tesouro IPCA, por exemplo, que conta com a mesma garantia do Tesouro Selic, fica no nível três, contudo a possibilidade de variação de valor fez com que ele subisse alguns níveis.

No fim das contas a pirâmide serve para dar uma visão geral sobre os ativos, cada um pode ter uma opinião diferente da forma de classificar os produtos, até mesmo pelo fato de ter conhecimentos e perfis de risco diferentes.

Não é meu objetivo vincular cada nível da pirâmide com os perfis conservador, moderado ou agressivo, tudo irá sempre depender das metas de cada indivíduo e de seu nível de educação financeira.

Piromancia

Todos aqueles produtos não regulados. Ou promessas mirabolantes de resultados fora da realidade. Evite a piromancia ao investir seu dinheiro.

Por fim, a intenção com a pirâmide é facilitar a compreensão dos níveis de risco dos produtos mais conhecidos, espero de verdade que seja útil e não embaralhe ainda mais os conceitos.

Até mais.

Datas de carência e vencimento dos títulos

Fala pessoal,

O post de hoje vai ser mais conceitual, sem reflexão ou frases bonitas. Será mais informativo, então se você já conhece o assunto vá fazer algo legal. Apesar de ser um tema chato o blog tem como objetivo levar informações sobre finanças, então não poderia ficar de fora.

No geral as datas de vencimento ou carência estão muito mais presentes no mundo da renda fixa. É mais difícil haver esse tipo de particularidade em produtos de renda variável, a não ser em operações mais avançadas, mas aí entendo que quem está fazendo conhece bem o assunto.

Apenas complementando, os produtos de renda variável trazem aquela ideia de propriedade, um bom exemplo seria o investimento em um imóvel, imagine haver um prazo de validade onde você seria obrigado a resgatar o valor do imóvel em uma data específica, não faz sentido.

Já os investimentos em renda fixa geralmente possuem prazos, sendo difícil encontrar produtos eternos, como a poupança, onde você pode deixar o dinheiro rendendo para sempre, mesmo que pouco.

O que são e como funcionam estas datas afinal?

O prazo ou data de carência é um tempo mínimo em que o investidor não terá a possibilidade de resgatar seu título. Durante esse prazo o título rende normalmente, e não significa que o dinheiro sumiu para sempre, apenas que o resgate deverá respeitar o período.

A instituição ou pelo menos espero que isso aconteça, irá alertar o investidor sobre esse prazo sempre que estiver vendendo o produto, e informar se há alguma penalidade caso haja necessidade de resgate antecipado.

No geral a penalidade é perda da rentabilidade, ou até mesmo de uma parte do valor investido, acontece muito com os títulos de capitalização – que não são investimentos.

Já o prazo de vencimento significa o fim do título, ou seja, o valor volta para conta do investidor junto com os juros auferidos na operação e para de render. Cabe ao investidor utilizar aquele dinheiro em algum objetivo previamente estabelecido, ou mesmo reinvestir.

Há um risco oculto aqui, vou citar apenas para deixar o link, o risco de reinvestimento.

Algo que também pode ocorrer é a data de vencimento e carência do título serem as mesmas. Nesse caso o investidor só terá direito ao resgate do título, no momento do seu vencimento, característica comum dos RDB’s.

Qual a diferença no fim das contas?

A principal diferença é que um título não precisa vencer, para ser resgatado, mas vai precisar passar pelo prazo de carência para que isso ocorra.

Nem todo investimento tem prazo de carência, mas a maioria deles terá um prazo de vencimento.

Na prática é possível resgatar um título antes de seu vencimento, caso dos CDB’s de liquidez diária, ou dos títulos do tesouro direto. Lembrando que há possibilidades de perda no tesouro em resgates antecipados, entenda melhor aqui.

Bom pessoal, os conceitos são estes, se sobrou alguma dúvida deixem nos comentários.

Até mais.

Você sabe lidar com seu dinheiro?

Essa é uma daquelas perguntas que o sim ou não acaba sendo insuficiente. Mas de forma sincera, o que você responderia?

Fala pessoal,

Saber lidar com dinheiro é algo que não se aprende na escola, pelo menos na maioria delas. Ainda estamos longe de ter uma educação financeira de qualidade no ambiente escolar, seja no ensino médio ou mesmo lá no início no ensino fundamental.

E antes de seguir com o post, uma consideração, para não dizer que é uma crítica.

Assim que saiu a aprovação da educação financeira na BNCC – Base Nacional Comum Curricular (que é basicamente uma lista com as matérias que devem ser tratadas dentro do ambiente pedagógico), fui lá checar e me deparei com temas superdivertidos, como matemática financeira, cálculo de juros e por aí vai.

O primeiro passo foi dado, isso que importa, mas conhecer a matemática de forma mais complexa não garante uma boa educação financeira, até comentei mais sobre isso nesse post aqui.

Toda essa introdução para que?

Primeiro para quem ler ficar sabendo que haverá educação financeira nas escolas, de forma meio capenga, mas vai ter.

E segundo para servir de base para a pergunta lá de cima. O que realmente preciso saber para lidar bem com meu dinheiro.

Muita gente acredita que sabe lidar com o dinheiro, porque o usa diariamente, no geral a pessoa trabalha recebe seu salário, gasta com o que precisa, e pronto, magicamente sabe lidar com dinheiro.

Infelizmente é um pouco mais complexo que isso. Vamos dar um exemplo.

No dia que escrevo esse post tenho 25 anos. E desde sempre eu me alimentei, ou seja, considerando uma média de três refeições por dia, daria um total de 27.375 vezes que lidei com comida. Apesar de toda essa experiência, eu sou quase um desastre ao cozinhar, minhas grandes habilidades se limitam a fazer gelo, suco, e claro pipoca.

Para resumir, e minha habilidade em fazer gelo deixa isso um pouco mais claro, lidar ou interagir com algo não lhe torna um especialista no assunto. É preciso estudar ou ao menos tentar entender como aquilo funciona.

Talvez a pergunta certa seria: como você lida com seu dinheiro?

Nesse caso a resposta fica um pouco mais elaborada, e tenho quase certeza que depois do trecho lá de cima você meio que pensou se realmente cuida bem do seu dinheiro.

A ideia do blog não é condenar ninguém, mas sim desconstruir algumas ideias, ou tentar melhorar a nossa forma de encarar algumas coisas.

Lidar bem ou mal com o dinheiro não se limita a saber usá-lo como moeda de troca, e sim em como tratamos o resultado do nosso trabalho.

Por fim, responda para si mesmo, você tem tratado bem o seu dinheiro? Tem conseguido conquistar aquilo que realmente deseja, se não, o que está faltando para começar?

Ficou bem reflexivo, agora que vi.

Desculpem as piadas e até mais.

Estratégias x Recursos

Olá pessoal,

O que vale mais, ter uma boa estratégia e poucos recursos? Ou muitos recursos compensam uma estratégia ruim?

O post de hoje não deve se restringir somente as finanças, pode ser usado em outros contextos. Na verdade, encontrei essa ideia em um livro que li recentemente que falava sobre gestão, liderança e Harry Potter.

Sim, o livro é do autor Tom Morris, e tem como título: “E se Harry Potter dirigisse a General Electric?”. Vale a leitura.

A questão dos recursos VS estratégia que é comentado no livro me fez pensar sobre um assunto, que conforme o que acredito ainda ilude muita gente. E está relacionado ao valor da renda pessoal, ou a capacidade de cada um de “fazer dinheiro”.

Sabe aquele ator famoso ou o jogador de futebol que ganhava muito e depois de alguns anos perdeu tudo? Bem, é isso mesmo.

Importância da Estratégia

Segundo o autor, elaborar e obviamente seguir uma estratégia bem definida, permite alcançar seu objetivo, mesmo que os recursos sejam escassos ou mesmo medíocres.

Traçar um plano sabendo onde se quer chegar pode ser bem trabalhoso e exigir alguns sacrifícios, muitas vezes será necessário haver aprendizado ao longo do caminho, o que irá permitir obter resultados cada vez melhores.

Fazendo um paralelo com suas finanças a ideia é que começar com pouco, seja pouco dinheiro ou conhecimento em investimentos, mas com um plano bem definido permite alcançar o que se deseja.

A ideia é seguir sua estratégia e principalmente se manter fiel a seu perfil, e evitar se sabotar, como comentei nesse post, sobre os “investimentos da moda”.

Muitos recursos e uma estratégia ruim

No livro o exemplo é dado de outra forma, como o contexto é a gestão de uma empresa, os recursos seriam o seu time de colaboradores, então o muito representa os melhores.

Ter os melhores funcionários na equipe, não significa sucesso imediato, se a estratégia for ruim. Mas calma, não significa que uma boa gestão deve escolher qualquer pessoa independente de sua qualificação, a ideia é que não basta reunir o melhor time se não se sabe onde se quer chegar.

Nas finanças pessoais eu adaptei a ideia dos recursos para o montante de dinheiro, e é nesse ponto que entra o exemplo do ator famoso.

Ter uma renda muito alta, permite ter um elevado padrão de vida, mas por quanto tempo?

Se você tem certeza de que irá trabalhar para sempre no mesmo ritmo, ótimo, caso contrário tem algo de errado aí.

Se a desculpa é aquela de quando ganhar mais vou pensar nisso, mais uma vez você está se sabotando, o que reforça a ideia de que mais recursos não significam melhores resultados.

O que é mais importante no fim das contas?

Seguir uma boa estratégia e ter os melhores recursos a disposição, aqui não importa o contexto.

Claro que no início é difícil separar uma grana para começar a investir, ou só de olhar todos os tipos de investimento da vontade de desistir, mas lembre-se, ninguém investe para morrer mais rico, pelo menos eu espero, investimos para realizar sonhos e objetivos.

Então não desista dos seus sonhos. Que frase linda.

Por hoje é isso, e até a próxima.

Flws.

Quanto juntar para realizar meu objetivo?

Olá para todos,

No blog falo sempre de finanças, da importância de se aprender sobre o assunto, comento sobre investimentos, mas senti que faltava algo mais prático.

Quanto preciso acumular em dinheiro para alcançar meu objetivo?

É claro que o valor a ser acumulado será sempre aquele que representa o custo total do bem que se quer adquirir, ou do projeto que se deseja realizar. Mas a ideia é saber o quanto preciso poupar mensalmente, e quanto os juros irão ajudar nesse processo.

Se ficou alguma dúvida, sim, deixarei uma planilha que fará a mágica, ou o cálculo melhor dizendo. Não precisa se preocupar com essa parte.

Primeiro de tudo. Saiba o quanto o seu objetivo vai custar. Se você quer comprar uma TV, um vídeo game, um carro ou avião, previamente precisa saber quanto custa, então antes de mais nada pesquise pelo preço daquilo que você quer.

Em segundo lugar, você deverá definir em quanto tempo pretende juntar esse valor, a planilha que vou dar de presente estará em meses, então é importante que você faça a conversão.

O prazo também é importante pois irá ajudar a definir o tipo de investimento a ser escolhido, e nisso o blog pode lhe dar uma força, lembrando que uma vez que se saiba os sintomas fica mais fácil escolher o remédio.

Terceiro passo. Qual será a sua rentabilidade? Se você escolher um produto de renda fixa essa resposta é um pouco mais fácil, se o objetivo é algo de prazo mais longo complica um pouco.

Mas você pode fazer uma projeção e assim ter uma média da rentabilidade, pois sem isso a planilha não irá funcionar.

A dica é simular 3 cenários. Um cenário realista, considerando uma taxa atual e projetando essa mesma taxa no futuro. Um cenário positivo, onde a taxa aumenta e acelera sua conquista, só não vale querer ganhar mais que os bancos. E um cenário negativo, onde a taxa cai, e que na verdade é o que pode realmente acontecer.

Para não deixar sem exemplos: nossa taxa de juros atual está em 6,5% a.a.

Isso permite conseguir investimentos de médio prazo, por exemplo, que lhe garantam um ganho de 11 ou até 12% anualmente se travar o seu dinheiro por mais tempo.

Se quiser algo de curto prazo o máximo é de 8%, considerando um cenário realista. Mais uma vez, as taxas são do dia que escrevo esse post.

E no longo prazo podemos simular algo em torno de 10% ao ano. A parte do positivo e negativo eu deixo para cada um, já que é algo muito subjetivo.

Estas são as três variáveis que encontrarão na planilha. Além disso, é possível incluir um valor que já se tenha guardado, que você pode lançar lá, ou subtrair do total. A ideia de subtrair significa que aquele valor estará rendendo juros junto com o capital aportado mês a mês.

Basicamente é isso. O post ficou curto, mas acredito que sirva como um manual de instrução, de qualquer forma usem os comentários se surgirem dúvidas.

Para conseguir a planilha basta seguir o blog por e-mail, ou através da conta wordpress.

Aos que já seguem o Todo Mundo Rico, deixem um comentário que eu envio no seu e-mail.

Até mais.

Como o planejamento financeiro me ajuda?

Olá para todos,

Voltamos ao planejamento financeiro. Um dos primeiros posts do blog foi para tratar desse tema, lá prometi que voltaria a trazer mais itens sobre o assunto, e vejam só, demorou, mas chegou. Diferente da promessa de alguns candidatos aqui no blog há compromisso com o leitor.

Críticas a parte vamos ao que interessa.

Sabemos que o planejamento é importante, mas como ele nos ajuda de fato?

Irei elencar alguns itens que considero relevantes, mas pode haver outros, fique à vontade para comentar ou deixar sua opinião.

Controle: O planejamento financeiro nos dá mais controle sobre nossas finanças, já que com uma planilha pronta ou com tudo anotado na agenda, fica muito mais fácil visualizar para onde o dinheiro está indo.

Dessa forma conseguimos fazer ajustes mais facilmente, ou seja, se é necessário fazer um corte no orçamento, é possível visualizar onde será mais vantajoso fazer isso. Por exemplo, você gasta R$ 40,00 ao mês no ferino com os amigos, que é algo legal onde se diverte e traz alegria para vida, mas pode ser cortado. Contudo, seu gasto mensal no supermercado é de R$ 400,00, uma redução de 10% nesses gastos traria o mesmo resultado financeiro, mas provavelmente teria um impacto muito menor.

Alocar recursos: combinado com o item anterior permite destinar seus recursos de maneira mais eficiente, se o objetivo é atingir um objetivo de curto prazo de forma mais rápida, sabemos que nossas contribuições é que irão acelerar esse processo.

Com um bom planejamento, sei exatamente onde devo investir para alcançar o objetivo A, B ou C. Então é natural que meus objetivos também sigam uma determinada ordem. E se está tudo ali no papel, ou na planilha fica mais fácil visualizar para onde direcionar mais recursos naquele mês ou no próximo semestre.

Acompanhar seu progresso: nada melhor do que saber que sua estratégia está funcionando. Com um planejamento detalhado é possível verificar mês a mês a sua performance, e saber se está no caminho certo, ou se é necessário fazer algum ajuste. Com o tempo as estratégias se tornam cada vez melhores, e aquilo que parecia chato pode até se tornar algo divertido.

Atingir objetivos: Sim, essa é a função fundamental do planejamento, chegar em algum lugar. É aqui que você define prazo, valor a ser conquistado, quanto irá poupar por mês, e por meio de qual investimento.

Claro, quanto mais você conhece sobre produtos financeiros mais fácil será escolher o mais adequado, mas lembre-se, o blog sempre estará aqui para ajudar aqueles que a ele recorrerem.

Tirar a ideia do papel: no geral temos a ideia de que nosso cérebro vai reter todas as informações que precisamos e sempre teremos acesso a elas a qualquer momento, mas basta você ler uma receita de bolo pela manhã e tentar fazer a mesma durante a tarde que irá perceber que sua tese estava errada.

Então, bote as ideias no papel, crie o seu planejamento, modifique, mesmo que de inicio não seja algo organizado, com o tempo é natural ir se aperfeiçoando.

Por último, tenha sempre vários objetivos, e conforme for atingindo cada um deles celebre e busque formas de conquistar o próximo.

Tenho que fazer tudo isso?

Sim e não, cada um irá definir o que é mais importante para si, a única parte essencial é tirar a ideia do papel.

Claro que se tentar fazer tudo que está ali de uma vez só pode ser absurdamente chato, principalmente para quem não gosta de planilhas ou nunca trabalhou com elas. Mas faça devagar, monte o orçamento na primeira semana, avalie o que pode ser melhorada nas semanas seguintes vá fazendo as adaptações aos poucos.

Quem define o prazo é você.

Espero que tenha contribuído e lembrando que no blog há uma planilha para auxiliar no controle do orçamento, é grátis.

Até mais.