Aposentadoria: será que vai ter grana para mim quando eu chegar lá?

Fala pessoal,

Me empolguei com o tema aposentadoria, e então seguindo a ideia do post da semana passada vou comentar mais um pouco sobre esse assunto novamente.

Primeiro gostaria que voltássemos em um conteúdo que vimos lá na escola durante as aulas de geografia se não me falha a memória, a expectativa de vida. Lembro vagamente dessas aulas onde classificava-se os países de acordo com índice de natalidade, mortalidade, IDH, e baseado nisso forma-se a expectativa de vida naquele país. Por favor se eu estiver errado me corrijam.

Bom, feita essa introdução vamos entender o porque de isso ser importante para nossa aposentadoria.

No início do século XX a expectativa de vida do brasileiro ficava em torno de 33 anos, hoje um século depois ela já esta em aproximadamente 75 anos, ou seja, em 2100 vamos viver até os 140 anos é isso? Não, zueira, mas vai que tá certo.

Brincadeiras a parte o que quero salientar é que nossa expectativa de vida vem crescendo a previsão é que para 2060, por exemplo, a expectativa de vida supere os 80 anos, e acredito que com o aumento das tecnologias e avanços na medicina esse número cresça cada vez mais.

Isso tudo me faz pensar uma coisa, com o envelhecimento da população e com as pessoas vivendo mais tempo, será que os recursos públicos da previdência serão suficientes?

No cenário atual a informação que temos é que há um déficit crescente nesse setor, não quero discutir a legislação tributária, acredito que especialistas dessa área tem um pensamento diferente do assunto, o que quero dizer é que, se no momento atual, onde ainda temos mais trabalhadores ativos que aposentados já existe déficit, o que vai acontecer quando essa situação se inverter?

Apenas para esclarecimento, a nossa previdência é solidária, ou seja, são as contribuições dos trabalhadores ativos que proporcionam os benefícios aos aposentados e aos demais beneficiários do INSS.

Sendo assim, é possível prever que dentro de alguns anos, teremos mais aposentados recebendo o benefício, e cada vez por mais tempo com o aumento da expectativa de vida, do que gente contribuindo.

Sabendo disso, será que é certo apenas contribuir para o INSS?

Isso não sei responder. Mas seguindo a lógica eu prefiro me prevenir, pois de nada adianta viver mais, sem condições de aproveitar melhor esse tempo, ou vivendo com o mínimo possível.

Feita essa reflexão, e ainda tendo passados por conteúdos de história e geografia, espero que você cuide um pouco mais do seu planejamento para o futuro, o tema foi um pouco sombrio, mas acredito ser realmente necessário.

Bom, para finalizar prometo um próximo post com mais esperança e alegria.

Até mais.

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Aposentadoria: planeje-se para o futuro

Que momento mágico, acredito que todo mundo mesmo quem está em início de carreira já imaginou a hora em que para de trabalhar e vai curtir a vida.

Porém, ainda acho ruim o conceito de esperar de 30 a 40 anos para poder “aproveitar” melhor cada momento.

Não é meu objetivo fazer críticas, então vou parando por aqui, vamos focar no tema do planejamento, que é o propósito do post.

Algo que acredito que todos concordam é que são poucos, principalmente quem ainda está iniciando a vida profissional, os que se preocupam de verdade com a sua aposentadoria, quando digo “se preocupam” é em relação aqueles que realmente fazem algo pensando nesse momento, não somente quem discute sobre isso e deixa como está.

Digo isso porque de maneira geral, mesmo quem sempre teve um emprego formal, contribui direitinho todo mês e ainda tem uma vida financeira estável acaba se complicando quando chega a hora de se aposentar.

E porque isso acontece?

Bem, quando alguém se aposenta perde uma parte da renda, seja por não conseguir receber o valor integral do último salário, ou por deixar de receber alguns benefícios como vale alimentação ou auxílio transporte, entre outros.

Não me recordo de ter visto mudanças positivas nas regras da previdência ultimamente, pelo contrário, contudo mais uma vez não quero fazer críticas.

Isso tudo sem mencionar o teto do benefício para aposentadoria, ou seja, quem recebe acima daquele valor acaba tendo um corte ainda maior em sua remuneração.

Além do decréscimo na renda, ao se aposentar é comum que alguns custos de vida aumentem, pois com mais tempo livre é natural fazer mais atividades, sejam viagens, ou passeios para conhecer novos lugares, algo que não podia ser feito antes pois não se tinha tempo.

Por último, com a idade vem alguns problemas de saúde, e assim mais um custo no orçamento com remédios e vitaminas, que combatem o desgaste que veio com vários anos de trabalho.

Não gosto de parecer negativo, mas aquele momento que era tão esperado parece um pouco menos convidativo agora.

Entendi, e agora?

Espero que as ideias que comentei acima não desanimem ninguém, a finalidade desse post é prevenir e não tirar as esperanças de quem lê.

Mas vamos lá, se você concorda com o que escrevi, fica mais claro que o planejamento para a aposentadoria se torna mais necessário do que parece, e sim, quanto mais cedo começar, mais fácil será se preparar para esse momento.

A ideia aqui é que os investimentos ao longo do tempo irão formar o colchão necessário para complementar sua renda na aposentadoria, então, além do valor recebido pelo governo, direito que você conquistou com suas contribuições, ainda terá um extra, que virá de bons investimentos feitos durante a vida, que é claro irão contar com a ajuda do seu amigo juros composto.

Não é meu intuito parecer dramático, apenas dar um alerta, e sei que o post ficou mais reflexivo do que instrutivo, prometo complementar a ideia nos próximos capítulos.

Dúvidas, críticas e sugestões, comentem abaixo.

Flws.

Independência Financeira

Antes ou depois de ler esse post, sugiro dar uma olhada no artigo sobre “Planejamento Financeiro” e “A Importância de Planilhar os Gastos”, ambos complementam a ideia que quero trazer, bom, vamos a ela.

Ser independente financeiramente, o que isso quer dizer? De início eu acharia que seria ganhar grana suficiente para pagar todas as minhas contas sem depender de meus pais algum parente ou cônjuge por exemplo. Mas não. Não é isso.

Ser financeiramente independente é na verdade, não depender de ninguém, nem de si mesmo, para pagar as contas do mês, incluindo os momentos de lazer e ainda alguns investimentos. Em resumo, seria viver da renda dos próprios investimentos constituídos durante a vida.

Se você tem uma baita renda, mas depende do seu emprego para continuar recebendo esse valor, mesmo que seja um funcionário público por exemplo, que tem certa estabilidade, você não conquistou a independência financeira ainda, mas não desanime, o caminho pode ser menos complexo do que parece.

Um exemplo de alguém que já chegou nesse patamar seria um aposentado, que receba uma pensão suficiente para cobrir suas despesas mensais e que ainda proteja a sua reserva da inflação, isto é, que as suas reservas cresçam na mesma medida em que a inflação corrói o seu patrimônio.

Mas então, como conquistar essa tal independência financeira?

Infelizmente somente com as contribuições para a previdência pública, dificilmente alguém conseguiria atingir este objetivo, primeiro, pois existe um teto para aposentadoria, pelo menos para maioria das pessoas, e além disso, a inflação geralmente ganha das correções que são feitas no salário dos aposentados, sendo assim, no longo prazo sua aposentadoria iria diminuindo e seu poder de compra e gastos mensais consequentemente seriam menores.

Não tem jeito então? Tem sim.

Com um bom planejamento e controle constante dos seus gastos é possível determinar até mesmo quanto tempo falta para atingir este objetivo. É claro que para aqueles que nunca pouparam e querem começar agora o sonho fica mais distante, porém, não impossível. Um ponto importante a ser destacado mais uma vez é: não é o valor que se ganha, e sim o quanto se gasta, se para você R$ 1000,00 são suficientes para passar o mês com tranquilidade, uma reserva de R$ 200.000,00 rendendo 1% ao mês seria suficiente para cobrir seus gastos, lhe proteger da inflação e aumentar seu patrimônio constantemente.

Um primeiro passo para definir de quanto seria o patrimônio necessário para viver de renda é definir o valor dos gastos mensais, é ai que entra a importância da planilha de gastos, com ela fica mais fácil definir o que realmente importa e o que pode ser cortado e assim fazer sobrar uma grana para começar a construir seus sonhos.

Em segundo lugar, investir em si mesmo, seja para aumentar a renda ou aprender um pouco mais sobre investimentos, deixo como sugestão o livro “Pai Rico, pai pobre”, foi uma leitura que mudou meu modo de ver o dinheiro, não espere nenhum milagre lendo o livro, mas garanto que vai mudar suas perspectivas também.

Por fim, após conhecer um pouco mais sobre investimentos, ponha a mão na massa e comece a investir todo mês, com um pouco de sacrifício e muita vontade é possível alcançar seus objetivos por mais distantes que eles pareçam.

Espero ter contribuído de alguma forma, e surgindo alguma dúvida deixe nos comentários.

Valeu.