Um pouco de Renda Variável

Olá pessoal,

A forma mais simples que tenho para definir renda variável é dizer que é tudo aquilo que não é renda fixa. Pode parecer brincadeira, mas não é.

Vou tentar explicar…

Partindo do princípio de que o que você está adquirindo é um INVESTIMENTO, deixando de lado bitcoins e outras piromancias, basta você olhar para forma de remuneração, se é feito por meio de juros então é renda fixa, todo o resto é renda variável.

Lembrando, investimento é algo que se multiplica e por “n” motivos flutuação de preços não deve ser considerado investimento, blá blá blá, leia esse artigo aqui. Mofo também não é investimento apesar de se multiplicar sozinho.

Dito isso, voltemos a renda variável.

Opções de Investimento

Esse grupo de investimento é bastante abrangente, então não vou conseguir citar tudo aqui, vou buscar trazer aqueles mais conhecidos, se você tiver algo a acrescentar fique a vontade e utilize os comentários.

Ações: mais conhecida forma de se investir em renda variável e a mais popular eu imagino, chegando a ser considerada até mesmo algo místico por alguns, como se investir em ações fosse um caminho mágico para o enriquecimento fácil.

Em resumo, é uma excelente forma de diversificação e com pouco estudo já e possível começar. Pouco, mas de qualidade.

ETF’s: comentei um pouco sobre esse produto aqui. Acredito ser a melhor forma de botar o pé na bolsa sem muito risco, com grande diversificação e com oportunidades de ganho tão boas como as dos demais produtos, assim como as possíveis perdas.

Imóveis: não sou nenhum expert no assunto, gosto muito do conteúdo do Marcelo do blog Vida Rica sobre o assunto, fica o link.

Resumindo, se você utilizar seu imóvel para aluguel ok está cumprindo a função de investimento, se você tem uma casa no campo/praia para os fins de semana excelente, contudo não é investimento, pelo menos não do ponto de vista financeiro.

FII’s: outro produto que conheço muito pouco, são negociados da mesma forma que ações, por meio de cotas que podem ser adquiridas na bolsa diferente de outros fundos de investimento, além disso você recebe um “aluguel” mensal de acordo com seu número de cotas, não são todos os fundos que tem essa opção, a maioria deles sim.

Minha única observação aqui é quanto ao tipo de ativo em que o fundo investe, se é em papel, ou seja, investe em outros fundos ou CRI’s, etc, ou FII de tijolo onde há um ativo real, como um shopping ou prédio de salas comerciais.

O resto:

Depois disso vem tudo aquilo que fica muito abrangente, como ser sócio em um negócio, ou adquirir ações em outros países, construir um imóvel para vender, bem, há uma série de possibilidades.

Quando envolve trabalho, não consigo separar a parte do que é investimento e o que é remuneração, então não considero investimento, como exemplo deixo as operações de trading seja em ações, mercado futuro, opções, etc.

A ideia do post era citar alguns produtos de renda variável e trazer finalmente uma introdução do conteúdo ao blog, no futuro irei detalhar mais o assunto.

Até mais.

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ETF, um investimento para começar na renda variável

Olá pessoal,

O post de hoje é sobre mais um tipo de investimento que pode acabar compondo a sua carteira, o ETF. Esse é um produto de renda variável e, portanto, acaba trazendo um pouco mais de risco, até por isso é importante conhecer um pouco mais sobre o assunto.

Antes de tudo, o que ETF quer dizer?

A sigla significa Exchange Traded Funds, traduzindo seria algo como fundos de índice.

A ideia desses fundos é reproduzir a movimentação de um determinado índice. São várias as opções de ETF’s existentes, e cada um deles está vinculado a um índice. Dessa forma, o ETF que representa o Ibovespa (BOVA11), por exemplo, terá uma variação muito próxima a do índice, já que esse produto é basicamente uma carteira de ações que “copia” os produtos que compõe o índice.

Fundos de ações VS ETF’s

Como comentei o ETF funciona como um fundo, então há um gestor ali trabalhando, responsável pela compra e venda dos ativos.

Como ele visa acompanhar um índice, o fundo possui uma gestão passiva, o que traz economia em custos, e por ser uma carteira “pronta”, consequentemente a taxa administrativa é bem menor.

Tudo isso converge para um ponto específico. No longo prazo a tendência é que esse tipo de fundo acabe tendo um desempenho melhor que um fundo de ações, mesmo aqueles de gestão ativa, e tudo isso com um custo menor para o investidor.

Lembrando, isso não é uma regra, e sim uma dica.

Para quem é indicado?

Antes preciso repetir. ETF é um produto de renda variável, então pode ter rendimento negativo. Sabendo disso o ETF é um ótimo produto para quem quer começar a investir na Bolsa, mas não tem muito conhecimento, ou mesmo para quem tem pouco capital.

Diferente de outros fundos as cotas de ETF’s são negociadas na Bolsa, como se fossem ações, e é possível começar com valores entre R$ 800,00 até 1.000,00 as vezes até menos.

A grande vantagem em relação a compra de ações avulsas é a diversificação oferecida pelo ETF, já que dentro daquela carteira existe um bom número de ações e estas estão distribuídas em pequenos percentuais, ou seja, mesmo que uma ação ali dentro tenha grande variação negativa, apenas uma pequena parcela do fundo será afetada.

Por último, e por ser um produto de renda variável a ideia do ETF é ser utilizado no longo prazo, então é mais indicado para quem visa à acumulação de patrimônio para aposentadoria, por exemplo.

Um ponto negativo em relação as ações, é quanto a tributação, já que as cotas de ETF não contam com os benefícios de isenção de IR, em vendas até R$ 20.000,00 e também não distribuem dividendos.

Espero que tenham gostado de conhecer mais este produto, futuramente pretendo trazer mais conteúdo sobre os ETF’s, a ideia de hoje era introduzir o assunto.

Qualquer dúvida, utilizem os comentários.

Até mais.

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Pirâmide de Investimentos

Pirâmide de Investimentos

Sim, tem figurinha no post, não é a primeira vez.

Olá pessoal,

Antes de tudo, não possuo habilidade no Paint. Não sei se a distribuição de cores faz sentido. E eu sei que parece aquele trabalho de última hora feito por fazer.

Contudo, espero que ajude, pois, a ideia irá fazer sentido lendo o post.

Originalmente essa forma de classificar os ativos não é totalmente minha, o uso da pirâmide sim, mas a ordem que segui se baseia no conteúdo que aprendi através do curso Investimento Perfeito do André Bona. Aproveite e conheça o canal dele no YouTube, é uma das pessoas que mais respeito no mundo das finanças.

Outro ponto é que alguns produtos citados na pirâmide ainda não foram detalhados aqui no blog, alguns por eu não acreditar que faça sentido comentar, como CRI’s e CRA’s por exemplo, que exigem investimento mínimo de milhares de reais ou mais, então acaba que foge da realidade do pequeno investidor.

Outros porque ainda não utilizo, e os demais pelo fato de que existem muitos produtos financeiros, faltou sim alguns deles na pirâmide, mas com o tempo devo trazer mais informações, não se preocupe.

Claro, surgindo dúvida sobre algum item em particular deixe nos comentários.

O que a poupança faz ali?

Por mais que se dia que não é investimento, que no blog mesmo eu já tenha citado que há opções melhores e que tem data de aniversário e mais outros fatos. Meu coração foi bondoso e a poupança está ali.

É a vida.

Entendendo a Pirâmide

A proposta geral é ordenar os produtos de acordo com o risco, onde a base representa o produto mais seguro e o topo o de maiores riscos. Pode parecer óbvio mais acho importante comentar.

Além disso, o que levei em conta não foi só a complexidade dos produtos, mas também as possibilidades de variação, risco de calote e de falta de liquidez.

Veja que um Tesouro IPCA, por exemplo, que conta com a mesma garantia do Tesouro Selic, fica no nível três, contudo a possibilidade de variação de valor fez com que ele subisse alguns níveis.

No fim das contas a pirâmide serve para dar uma visão geral sobre os ativos, cada um pode ter uma opinião diferente da forma de classificar os produtos, até mesmo pelo fato de ter conhecimentos e perfis de risco diferentes.

Não é meu objetivo vincular cada nível da pirâmide com os perfis conservador, moderado ou agressivo, tudo irá sempre depender das metas de cada indivíduo e de seu nível de educação financeira.

Piromancia

Todos aqueles produtos não regulados. Ou promessas mirabolantes de resultados fora da realidade. Evite a piromancia ao investir seu dinheiro.

Por fim, a intenção com a pirâmide é facilitar a compreensão dos níveis de risco dos produtos mais conhecidos, espero de verdade que seja útil e não embaralhe ainda mais os conceitos.

Até mais.

Marcação a Mercado – É possível perder dinheiro no Tesouro Direto?

Olá pessoal,

A ideia do post de hoje é trazer uma informação um pouco mais técnica sobre os títulos públicos, contudo irei comentar e exemplificar da forma mais simples possível. Já venho comentando sobe esse tema em alguns outros artigos e senti a necessidade de trazer esse assunto de uma vez.

Respondendo à pergunta ali de cima e confirmando o que já venho alertando em outros posts, é possível sim perder dinheiro investindo no Tesouro Direto.

Por que isso ocorre?

O ponto importante a destacar é que essa “perda”, não está relacionada a um calote, ou ao risco de default, mas exclusivamente a variação do valor dos títulos, o mesmo que acontece com o valor de uma ação, por exemplo.

O único título que foge desse risco é o Tesouro Selic. Enquanto os demais podem gerar essa perda, contudo isso só ocorre em um resgate antecipado do investimento, levando o título até a data de vencimento não há possibilidade de perda nesse sentido.

E tudo isso acontece pela marcação a mercado dos títulos, como o próprio Tesouro se compromete a dar liquidez a esses ativos, é importante que eles estejam com seu valor atualizado sempre a valor presente, seguindo a lógica das taxas de juros e inflação atuais.

O prejuízo que pode haver se resume a desvalorização daquele título, que pode ter sido comprado por R$ 700,00, por exemplo, e passado alguns meses devido a um aumento na taxa de juros seu valor cai para R$ 600,00.

Entenda a Marcação a Mercado 

Vou trazer alguns exemplos para ilustrar a ideia da variação dos valores dos títulos e também vou deixar um link abaixo para quem tiver vontade de acompanhar essa variação ao longo do tempo.

http://tdcharts.info/titulos

Sugiro que deem uma olhada no link acima, facilita a explicação, pode parecer um pouco confuso, mas se olhar com atenção você consegue entender os gráficos.

A ideia é a seguinte, sempre que a taxa de juros cair, o preço do título aumenta, isso porque o poder dos juros ao longo do tempo será menor, então será preciso de um capital maior de investimento, já que o valor entregue lá na frente é o mesmo.

A lógica para quando a taxa aumentar é a mesma, o valor do título irá cair já que será necessário um menor investimento para se ter o mesmo retorno no vencimento.

Pense o seguinte: você decide comprar um ingresso para assistir à copa, contudo suas despesas serão em moeda estrangeira, então tudo depende da cotação de valores do dólar ou euro frente ao real. Supondo que você consegue uma taxa de USD 3,50, e suas despesas totais ficam em USD 1500,00, seu custo será de = R$ 5250,00. Seu amigo também decide ir ver os jogos, e escolhe o mesmo pacote que você, ou seja, os mesmos USD 1500,00, contudo a taxa agora está em USD 3,25, então mesmo tendo comprado a viagem antes, você acabou pagando mais caro, contudo ambos terão o mesmo resultado lá na frente, pois compraram o mesmo pacote de viagem.

Se o exemplo não ficou bom, deixe um comentário que buscarei explicar de uma forma melhor.

Para os títulos do Tesouro o que irá agir sobre o valor dos mesmos será a taxa e expectativa de juros do mercado, conforme comentado acima, e além disso há a questão dos prazos, quanto mais longo for a data de vencimento maior será a variação de preço.

Atenção nesse ponto

Vamos supor que decidi comprar títulos do Tesouro IPCA XYZ, para montar minha aposentadoria, e que na época havia adquirido os mesmos na taxa de 5% + IPCA. Passado algum tempo as expectativas quanto aos juros mudam e agora o mesmo título está sendo ofertado com uma taxa de 7% + IPCA.

Ainda não me aposentei, então com uma taxa de juros melhor vou aproveitar e comprar mais desses títulos, já que a taxa está mais alta. Contudo outra ideia pode surgir, vender meus títulos antigos, que pagavam apenas 5% e usar esse capital para adquirir os títulos que estão com uma taxa mais atrativa.

Será que faz sentido? A resposta é não. Pois ao vender o título estarei perdendo dinheiro, já que o seu preço caiu devido a taxa de juros mais alta, e lembrando que meu resultado lá na frente será o mesmo, independente da taxa paga pelo título.

Em resumo é isso pessoal, o assunto pode não ser um dos mais interessantes, e se você leu o post até o fim fico feliz, use com sabedoria esse conhecimento.

Até mais.

 

Investindo no Tesouro: Tesouro IPCA

Fala pessoal,

Quem viu os últimos posts já deve saber o que vou comentar aqui, mas para quem não viu, a proposta é comentar sobre os títulos do Tesouro Direto, comecei por este post aqui, e neste último comentarei sobre o Tesouro IPCA, rentabilidade, características, onde vive, e tudo mais.

No geral o Tesouro IPCA tem prazos mais longos, assim como os demais conta com a garantia do Tesouro Nacional, oferece também a opção de pagamento de juros semestrais seguindo a ideia do Tesouro Prefixado e sua característica principal é proteger o investidor da inflação no longo prazo.

Qual a minha rentabilidade nesse título?

Não sei, mentira. Assim como o Tesouro Selic, uma parte da rentabilidade do Tesouro IPCA é pós fixada, então somente no vencimento saberemos qual foi o ganho total.

Quem der uma olhada no site do Tesouro vai entender o que comentei acima, esse tipo de título é ofertado da seguinte forma: IPCA + X% ao ano.

E o que isso quer dizer?

Que a sua remuneração irá possuir uma parte prefixada, na data que escrevo o post há títulos pagando 5,68% a.a., por exemplo, e além disso você irá receber toda a inflação acumulada no período, é por isso que esse produto lhe proteger parcialmente da inflação.

Então se a inflação em determinado ano for de 2% você irá receber os 5,68 + 2 = 7,68% naquele ano. Acho que ficou entendível certo?

Quanto aos juros semestrais, o valor pago a cada seis meses é de aproximadamente 2,47%, que seria o equivalente a 5% a.a, independente da taxa os juros são pagos dessa forma, com o percentual incindindo sobre o valor nominal do título naquele momento.

Referente a rentabilidade líquida, vou deixar o link da tributação de produtos de renda fixa, pois quero aproveitar e comentar um pouco sobre a proteção parcial contra inflação.

Proteção parcial, porque?

Infelizmente todo o lucro obtido com esse ativo é tributado, e pelo menos até o momento a inflação também é entendida como “ganho”, isso acontece nos demais títulos também, a grande questão é que se houver momentos em que haja uma inflação muito alta, boa parte da rentabilidade do título fica comprometida, então a proteção contra a inflação não é tão certa assim.

Liquidez e segurança

Quem já leu os demais posts já está cansado de saber, mas os títulos públicos são os mais seguros que existem, então pode investir sem medo, o risco de calote é praticamente zero.

Quanto a liquidez, todo título do tesouro terá liquidez sempre, e mais uma vez quem garante a recompra é o próprio tesouro, então dentro de um dia, dependendo da sua corretora o dinheiro já estará disponível. Contudo é preciso ter cuidado, o Tesouro IPCA varia de preço de acordo com as taxas de juros, então uma venda antes do vencimento pode lhe trazer perdas, e sim, é possível perder dinheiro.

Isso ocorre pela marcação a mercado dos títulos, tópico que pretendo tratar no futuro, mas para quem investe e só irá resgatar na data de vencimento, esse risco não existe. Para os que pensaram fora da caixa adianto que sim, é possível aproveitar essas oscilações e ter uma rentabilidade acima do prometido também.

Como e para que utilizar esse título?

A aplicação no Tesouro IPCA, assim como nos demais títulos do tesouro vai lhe exigir ter conta em uma corretora, já o funcionamento da plataforma de cada uma pode variar, é comum que as corretoras deixem alguns passo-a passo demonstrando como utilizar a plataforma em seus canais do YouTube, algo que esqueci de comentar nos posts anteriores é que o valor mínimo para investimento é de R$ 30,00, então é um investimento bem acessível.

Como mencionei antes, a ideia deste ativo é lhe garantir um ganho acima da inflação, normalmente por prazos mais longos, e ainda há a possibilidade de escolha do título com ou sem pagamento de juros semestrais.

Para quem está iniciando seus investimentos, indico o Tesouro IPCA normal, sem o pagamento de juros, isso porque a ideia nesse momento é acumular patrimônio e utilizar os juros da forma mais inteligente possível, então quanto mais tempo de juros sobre juros melhor o resultado lá na frente. Como os prazos são longos, esse é talvez o título de renda fixa mais indicado para formação de sua aposentadoria.

Já para aqueles que possuem uma boa reserva de capital e já estão próximos de se aposentar, uma forma de obter renda sem mexer no principal é utilizar o Tesouro IPCA com juros semestrais, uma vez que a cada seis meses você terá os juros sendo creditados na conta de sua corretora.

Finalizo dizendo que este é um dos títulos que mais gosto, principalmente pelas possibilidades que ele oferece, de uma rentabilidade justa por prazos longos, alguns acima de 25 anos e ainda pela questão do pagamento de juros para quem já está aposentado.

Por enquanto é isso pessoal, se ficou alguma dúvida deixem abaixo nos comentários, e até a próxima.

Flws.

Investindo no Tesouro: Tesouro Prefixado

Olá pessoal,

Continuando a série de artigos sobre o Tesouro, a ideia de hoje é falar um pouco mais sobre o Tesouro Prefixado, seguindo a mesma lógica do último post, falamos sobre rentabilidade, dicas de como utilizar e tudo mais.

O Tesouro Prefixado, como o próprio nome já diz, irá lhe entregar uma rentabilidade já conhecida, que irá variar de acordo com as taxas de juros vigentes e também com tempo de aplicação, o título é bastante seguro uma vez que é garantido pelo Tesouro Nacional, assim como os demais produtos do Tesouro Direto.

Qual a minha rentabilidade nesse título?

Diferente do Tesouro Selic, onde a rentabilidade irá acompanhar o movimento da Selic, os títulos prefixados irão lhe render a taxa acordada no momento da compra, como exemplo vou deixar as opções de rendimento que temos na data em que escrevo esse artigo.

Tesouro Prefixado 2021 – 8,8% a.a;

Tesouro Prefixado 2025 – 10,49% a.a;

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 – 10,58% a.a;

Aqui não tem muito mistério, caso você opte pela primeira opção você irá receber 8,8% ao ano, na segunda opção a ideia é a mesma, contudo há também a possibilidade de investir com o recebimento de juros semestrais, vamos entender um pouco melhor sobre isso.

Os dois primeiros títulos irão lhe pagar a taxa acordada, porém você só irá receber esse valor na data de vencimento, onde há o pagamento do principal e mais os juros acumulados.

No Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, a situação muda um pouco, o principal você irá receber mais uma vez somente no vencimento do título, nesse caso em 2029, contudo semestralmente você irá receber um juros de R$ 48,81 aproximadamente, independente da taxa, uma vez que o rendimento é sobre o valor nominal do título, que será sempre de R$ 1000,00. Isso vale apenas para quem comprar o título cheio, se comprar apenas uma fração o valor é menor.

Para saber sua rentabilidade líquida você deve seguir a mesma lógica dos títulos de renda fixa vou deixar o link aqui.

Quando usar títulos com Juros Semestrais?

Vou buscar dar uma resposta técnica, mas tem um pouco de opinião também, no fim quem decide como administrar melhor seus investimentos é você.

A proposta de um título que pague juros semestralmente é lhe gerar renda dentro desse período, a ideia é que você tenha um fluxo de caixa, sem precisar tirar dinheiro do seu montante principal.

Para quem está começando a investir o ideal é utilizar os juros como forma de crescer o seu patrimônio e não como renda, então minha dica é evitar esse tipo de título, uma vez que você passa a correr o risco de reinvestimento, o melhor para acumular seria utilizar os títulos que vão conservando os juros ao longo do tempo.

Para quem já possui um bom montante acumulado e busca gerar uma renda extra para aposentadoria, por exemplo, esse tipo de título passa a fazer muito sentido.

Liquidez e segurança

Mais uma vez, por ser um título garantido pelo tesouro, o risco de calote é mínimo, contudo devido a liquidez esse título é “menos seguro” que o Tesouro Selic.

Isso acontece por um simples motivo: a marcação a mercado dos títulos.

Qualquer título do Tesouro Direto irá lhe dar liquidez, e o mesmo se aplica aos títulos prefixados, o grande problema é que ao fazer um resgate antecipado, você corre o risco de perder dinheiro.

Sim, isso é possível. Se levar o título até a data de vencimento esse risco não existe, você irá receber o valor que foi acordado tanto os juros como principal, não há com o que se preocupar. Porém, em um possível resgate antes do prazo existe a possibilidade de receber um valor menor do que foi prometido, ou até mesmo uma rentabilidade maior do que se esperava.

Tudo isso ocorre pela variação das taxas de juros, e por ser um assunto mais complexo, prometo tratar sobre o tema em outro post, para que este não fique muito longo.

Como e para que utilizar esse título?

A aplicação no Tesouro Prefixado, assim como nos demais títulos do tesouro vai lhe exigir ter conta em uma corretora, já o funcionamento da plataforma de cada uma pode variar, é comum que as corretoras deixem alguns passo-a passo demonstrando como utilizar a plataforma em seus canais do YouTube. Sim copiei o mesmo texto do post anterior, isso se chama preguiça.

Quanto a utilização do título o principal ponto é se atentar a data de vencimento, para que não haja necessidade de resgate antes do vencimento, vale lembrar que quem possui uma reserva de emergência pronta não irá sofrer com esse problema.

Segundo ponto, esse título geralmente oferece uma taxa de juros um pouco mais alta do que a Selic, então se o cenário indica queda ou estabilidade na taxa de juros, vale a pena aproveitar esse produto e garantir uma rentabilidade um pouco mais alta, principalmente se o objetivo casar com a data de vencimento do título.

Em resumo, o título é muito seguro, oferece liquidez, porém com a ressalva de que pode haver perdas em resgates antecipados, e se usado com sabedoria pode lhe render algo acima do mercado, como um prêmio por travar o dinheiro por mais tempo. Lembrando que a opção de juros semestrais deve ser usada para quem não está iniciando a construção de seu patrimônio.

Espero ter ajudado, até mais.

Investindo no Tesouro: Tesouro Selic

Olá pessoal,

A ideia do post de hoje, e dos próximos a serem publicados é tratar de forma mais prática e didática o funcionamento de cada título do Tesouro, comecei pelo artigo: Investindo no Tesouro Direto, e a ideia agora é detalhar melhor cada um dos títulos, buscando responder algumas perguntas referentes a rentabilidade, liquidez, como aplicar e tudo mais.

Começando então pelo Tesouro Selic.

Esse título é uma das opções que temos a disposição no Tesouro Direto, e além disso é o ativo mais conservador que existe no país.

Sim, o Tesouro Selic é a opção de investimento mais segura que há, isso acontece pois, quem assegura o título é o tesouro Nacional, e apesar de essa garantia servir também para os demais títulos públicos, apenas o Tesouro Selic garante que você não sofra com oscilações de mercado.

Qual a minha rentabilidade nesse título?

A rentabilidade do Tesouro Selic é 100% da Selic, e ao falar de Selic é preciso entender que existe a Selic Meta, que é aquela comentada nos jornais e a Selic Over, a remuneração do título acompanha a Selic Over, que é sempre um pouquinho mais baixa que a primeira.

Quem quiser consultar a taxa da Selic no dia basta visitar o site do Banco Central, logo na página principal já é possível ter acesso a qualquer uma das taxas mencionadas.

Então se a Selic foi de 6,5% no ano a minha rentabilidade bruta, será de 100% desse valor, ou seja 6,5%.

E a rentabilidade líquida?

Sim, existem descontos, tanto IR como taxas de custódia e talvez taxas da corretora.

Começando pelo IR, você irá pagar sobre o seu lucro, e o imposto irá seguir uma tabela regressiva, começando em 22,5% e finalizando 15% uma vez que você invista por mais de 2 anos, mais informações aqui.

A taxa de custódia que é cobrada pelo próprio Tesouro, que na data que escrevo esse artigo é de 0,3% ao ano sobre o valor total da aplicação, essa cobrança ocorre semestralmente, uma vez no início do ano e outra em junho.

E por último pode haver a taxa cobrada pela corretora por custódia de seus títulos, é possível fugir desse custo, basta achar uma corretora que não cobre taxas para esse tipo de operação.

Simulando: utilizei o próprio site do Tesouro, você consegue fazer essa mesma simulação através desse link:

https://simulador.tesourodireto.com.br/#/inicio

Investindo R$ 1000,00 hoje, no Tesouro Selic 2023, eu resgataria lá na frente R$ 1331,19 (03/2023). Já descontando R$ 63,70 de IR e R$ 25,36 de custos do tesouro.

Outro custo que existe é do IOF, que é cobrado nos primeiros 30 dias de investimento, a dica então é caso tiver que resgatar aguardar pelo menos esse período, para evitar mais um imposto.

Liquidez e segurança

Como comentei lá no início, não existe títulos mais seguros dos que os ofertados pelo Tesouro Nacional, o seu risco de calote é praticamente zero, a preocupação passa a ser com os demais riscos, como a liquidez e o risco de mercado.

Outra grande vantagem dos títulos do tesouro é que eles sempre terão liquidez, pois o próprio tesouro se compromete a fazer a recompra dos títulos a qualquer momento, o problema é que alguns títulos sofrem com oscilações de mercado, então você pode acabar perdendo dinheiro.

Isso não ocorre com o Tesouro Selic, sua remuneração é feita diariamente, então mesmo que você invista hoje e decida resgatar amanhã não haverá risco de perda, contudo o ganho será de quase nada também.

O prazo de resgate do título é de D+1, mais o prazo de sua corretora, então se você solicitar o resgate na segunda-feira o valor já estará disponível em sua conta da corretora a partir de terça, no geral as corretoras não levam mais de um dia para lhe disponibilizar seu dinheiro.

Como e para que utilizar esse título?

A aplicação no Tesouro Selic, assim como nos demais títulos do tesouro vai lhe exigir ter conta em uma corretora, já o funcionamento da plataforma de cada uma pode variar, é comum que as corretoras deixem o passo-a passo demonstrando como utilizar a plataforma em seus canais do YouTube.

A função principal do Tesouro Selic é lhe garantir liquidez, segurança e uma rentabilidade justa. Pensando nisso o que mais combina com esse ponto é sua reserva de emergência, ou objetivos de curto prazo.

Apesar de haver opções de investimento que lhe rendam um pouco mais do que o Tesouro Selic, e lhe garantam a mesma liquidez, ninguém vai dar a mesma segurança, nem mesmo a garantia do FGC.

Pense o seguinte, a sua reserva de emergência deve estar disponível para o que? Emergências, ou seja, não sabemos quando irá acontecer. Agora de nada adianta eu possuir a proteção do FGC, e ter a certeza de que irei receber meu dinheiro, mas precisar da grana hoje, contudo o meu banco quebrou e sei que vou ter aquele dinheiro disponível, contudo somente daqui a dois meses.

Pode soar um pouco paranoico, mas gosto de trabalhar com todas as possibilidades existentes.

Resumindo, se seu objetivo é montar sua reserva de emergência, ou se você é alguém com um perfil ultraconservador, não existe opção melhor de investimento do que o Tesouro Selic.

A grande tristeza é que esse título pode acabar sendo extinto em alguns anos, então vale a pena aproveitar enquanto ele ainda está por aí.

Até mais.