Faz mal comer manga com leite?

Olá pessoal,

Em primeiro lugar, o blog ainda é sobre finanças, apesar do título, iremos chegar lá. Já a ideia do post eu achei em um no blog Jurus, na plataforma Medium, vale a pena dar uma conferida, apesar de o último post ser de 2017. Pelo menos na data que escrevo esse artigo.

Afinal de contas comer manga com leite faz mal?

Não, é um mito. Mas há uma justificativa para essa crença.

Antigamente os senhores de engenho (espero que todos lembrem destes das aulas de história) buscando evitar o consumo de leite pelos escravos, já que o produto tinha um alto valor de mercado e diferente de hoje não era produzido em uma grande escala, criaram o mito de que consumir manga com leite era prejudicial a saúde ou fatal.

Na época os escravos consumiam muita desta fruta, e preferiram não arriscar suas vidas para comprovar se o mito era verdadeiro ou não.

Bem, o que acontece é que a lenda permanece, e tem gente hoje em dia que ainda acredita no fato, muito comum ser aquelas histórias de vô ou vó.

Mas onde isso se encaixa nas suas finanças?

Alguns parágrafos acima podemos notar a palavra CRENÇA, e este é o ponto do post.

Muitos de nós crescemos acreditando em alguns fatos que nos foram contados, seja sobre vida, relacionamento e claro, finanças. Algumas destas coisas realmente são verdades, mas até que ponto vale acreditar em tudo cegamente.

Se eu gosto de manga e de leite, porque não misturar os dois? Uma pesquisa rápida no Google vai me dar uma resposta, contudo outros mitos são um pouco mais complicados.

Um dos mais contados e que já foi comentado aqui no blog algumas vezes é que para enriquecer deve-se estudar arrumar um “bom” emprego e tudo acontecerá magicamente, apesar de que a maioria das pessoas já faz isso, entenda mais aqui.

Minha ideia com esse post, é que devemos ser um pouco mais céticos quanto ao que nos é contado, questionar e buscar informação deve ser um hábito, não só sobre questões financeiras, mas sobre tudo, religião política, alimentação, etc.

Claro, mantenha a mente aberta, só porque alguém diz algo diferente não precisa rejeitar a ideia ou tentar provar que a pessoa está errada, mesmo que esteja, se fizer isso sempre você acaba se tornando um chato.

Guarde o que for importante e útil e descarte o resto, mas continue a evitar comer manga com leite na frente de seus avós.

Espero que tenham gostado e até mais.

Flws.

Aproveitando, conheça o curso Futuro Mais Rico e aprenda um pouco mais sobre finanças comigo.

 

 

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Marketing e seu dinheiro

Olá pessoal,

Antes de mais nada, gostaria de comentar que acredito que o marketing é algo fundamental para o bom funcionamento de uma empresa, como estratégia de negócios é um item que não pode faltar. As vezes uma boa campanha de marketing compensa um produto ruim, dito isso a minha ideia aqui é criticar um dos “P’s”, mas a crítica é mais voltada ao consumidor.

Sem mais enrolação, eu nunca gostei de propagandas. Em 99% das vezes vai falar sobre algo que você já conhece ou não tem interesse, e provavelmente vem em uma hora ruim, principalmente interrompendo a melhor parte do filme, ou adiando aquela reportagem essencial sobre o bolo de leite ninho com Nutella.

É claro que a propaganda, não só na TV como nos outros meios é uma ótima fonte de receita para que está anunciando, então certo de quem ganha dinheiro com isso, desde que não seja contraditório, como as propagandas do Vimeo no YouTube, nunca entendi isso, mas tudo bem.

Avaliação do Consumidor

O objetivo da propaganda é criar uma necessidade em quem está assistindo, e penso eu que não usando de meios ilícitos, vale apresentar o que for mais conveniente de acordo com a estratégia definida.

Confesso que nunca fiquei mais rico ou mais bonito depois de comprar um perfume, por exemplo, usei e continuei a mesma pessoa. O mesmo acontece com utensílios de cozinha mesmo com a melhor panela ou melhor foção, a comida não ficou a melhor do mundo, porém os produtos sempre atenderam as expectativas.

O grande problema está na forma como avaliamos o produto. Se eu vivi até o dia de hoje sem comer o novo lanche do Mc, ou sem o modelo mais novo de celular da marca da maça, a probabilidade de continuar vivo sem esses produtos é bastante grande, contudo alguma pessoas não pensam dessa forma.

Outra situação que me desagrada é a necessidade de urgência, como se a empresa fosse dedicar milhares ou milhões de reais para desenvolver um produto, e vender somente durante aquele mês. Acho um pouco questionável correr para aproveitar as promoções, mas mais uma vez, vai de cada um.

Na Udemy, por exemplo, o mais difícil é entrar lá e não ter uma promoção rolando. Aproveitando vou deixar o link do meu curso. Aproveite e conheça. Só até amanhã.

É uma comum que as propagandas tenham as caraterísticas que citei acima, mas veja que tudo depende da avaliação do consumidor, é sempre ele que decide se vai comprar ou não.

1%

Sim, se em 99% o conteúdo não vale a pena, é claro que em algum momento você irá se deparar com uma propaganda que seja do seu interesse. Como promoções de um produto que você está procurando.

Ou descontos para fazer uma viagem para um lugar que não conhece, sei lá, qualquer coisa que não seja propaganda do site de buscas de preço para hotel.

Mesmo assim depende do consumidor definir se vai gastar, ou se pode gastar o dinheiro naquele momento ou não.

Concluindo

Propagandas são chatas? Sim.

Muitas vezes passam do limite na hora de criar uma situação de emergência para a compra de um produto, mas entra naquela questão da ética e da moral.

Por último, quem escolhe o que fazer com seu dinheiro é você mesmo, o que não dá para fazer é esperar milagres.

Até hoje eu não jogo como o Cristiano Ronaldo, mesmo usando o mesmo shampoo e marca de chuteira.

Até mais.

Você não precisa ser especialista para começar a investir

Olá pessoal,

Uma coisa que pode assustar quem começa a olhar com mais carinho para as finanças é a quantidade de informação existente. São tantas siglas que começam a aparecer que muitas vezes parece ser algo complexo demais. Mas acredite, é mais simples do que parece.

É claro que ninguém vai aprender magicamente a cuidar do seu dinheiro do dia para noite, é preciso paciência, assim como para aprender qualquer outra coisa. E se você discorda de mim e acredita que já cuida muito bem do seu dinheiro leia esse post.

Por mais que exista muita informação, posso dizer por experiência própria que tem milhares de temas que você vai ver mas que nunca vai utilizar, ou vai acabar usando somente depois de muito tempo.

Segue meu exemplo:

Quando estava pesquisando por tipos de investimentos diferentes descobri os CRI’s, por exemplo, que são os Certificados de Recebíveis Imobiliários. Comecei a ler sobre o assunto e entender mais sobre esse investimento para perceber que mesmo que eu dominasse o assunto ele não teria serventia para mim, pelo menos naquele momento.

O motivo para isso é que, esse investimento exige um capital mínimo de aporte em torno de R$ 300.000,00 algo que não faz parte da minha realidade. Além do mais não sou nenhum gestor de fundos, então bastou eu saber que aquilo existe, não havia motivo para adentrar mais no assunto a não ser por curiosidade mesmo.

Este é um exemplo, você pode achar outros investimentos que não fazem sentido ou mesmo estratégias, não quero dizer que aquilo não tem utilidade, apenas que não tem utilidade para mim ou você.

Aprenda com os erros

Nada melhor do que utilizar sua experiência com alguma coisa para crias melhores formas de lidar com uma situação. Na página inicial do blog comento sobre isso, e há alguns posts espalhados por aqui onde relato alguns erros que cometi que me deixaram mais esperto, como o investimento em títulos de capitalização ou a diversificação sem sentido que utilizava.

A ideia é que você se informe sobre o que está fazendo até para evitar grandes perdas, mas você não deve esperar dominar todos os assuntos para dar o primeiro passo, até porque quanto mais cedo começar, maior será a ação dos juros no tempo.

Não precisa exagerar também e tentar aplicar piromancia com o seu dinheiro e mais importante ainda, evite os vendedores de minas de ouro.

Para finalizar a ideia é botar a mão na massa, eu mesmo nunca soube cozinhar bem, mas nem por isso fui estudar gastronomia ou busquei entender qual a reação química que ocorre com cada alimento, simplesmente peguei algumas receitas e fui tentando fazer. Atualmente não pretendo ser nenhum chef, mas com certeza o que tento fazer hoje sai muito melhor do que na primeira vez.

Até mais.

OBS: mais uma vez o exemplo é sobre comida, o que reforça a minha falta de criatividade, espero que me perdoem. 🙂

 

 

Você sabe lidar com seu dinheiro?

Essa é uma daquelas perguntas que o sim ou não acaba sendo insuficiente. Mas de forma sincera, o que você responderia?

Fala pessoal,

Saber lidar com dinheiro é algo que não se aprende na escola, pelo menos na maioria delas. Ainda estamos longe de ter uma educação financeira de qualidade no ambiente escolar, seja no ensino médio ou mesmo lá no início no ensino fundamental.

E antes de seguir com o post, uma consideração, para não dizer que é uma crítica.

Assim que saiu a aprovação da educação financeira na BNCC – Base Nacional Comum Curricular (que é basicamente uma lista com as matérias que devem ser tratadas dentro do ambiente pedagógico), fui lá checar e me deparei com temas superdivertidos, como matemática financeira, cálculo de juros e por aí vai.

O primeiro passo foi dado, isso que importa, mas conhecer a matemática de forma mais complexa não garante uma boa educação financeira, até comentei mais sobre isso nesse post aqui.

Toda essa introdução para que?

Primeiro para quem ler ficar sabendo que haverá educação financeira nas escolas, de forma meio capenga, mas vai ter.

E segundo para servir de base para a pergunta lá de cima. O que realmente preciso saber para lidar bem com meu dinheiro.

Muita gente acredita que sabe lidar com o dinheiro, porque o usa diariamente, no geral a pessoa trabalha recebe seu salário, gasta com o que precisa, e pronto, magicamente sabe lidar com dinheiro.

Infelizmente é um pouco mais complexo que isso. Vamos dar um exemplo.

No dia que escrevo esse post tenho 25 anos. E desde sempre eu me alimentei, ou seja, considerando uma média de três refeições por dia, daria um total de 27.375 vezes que lidei com comida. Apesar de toda essa experiência, eu sou quase um desastre ao cozinhar, minhas grandes habilidades se limitam a fazer gelo, suco, e claro pipoca.

Para resumir, e minha habilidade em fazer gelo deixa isso um pouco mais claro, lidar ou interagir com algo não lhe torna um especialista no assunto. É preciso estudar ou ao menos tentar entender como aquilo funciona.

Talvez a pergunta certa seria: como você lida com seu dinheiro?

Nesse caso a resposta fica um pouco mais elaborada, e tenho quase certeza que depois do trecho lá de cima você meio que pensou se realmente cuida bem do seu dinheiro.

A ideia do blog não é condenar ninguém, mas sim desconstruir algumas ideias, ou tentar melhorar a nossa forma de encarar algumas coisas.

Lidar bem ou mal com o dinheiro não se limita a saber usá-lo como moeda de troca, e sim em como tratamos o resultado do nosso trabalho.

Por fim, responda para si mesmo, você tem tratado bem o seu dinheiro? Tem conseguido conquistar aquilo que realmente deseja, se não, o que está faltando para começar?

Ficou bem reflexivo, agora que vi.

Desculpem as piadas e até mais.

Estratégias x Recursos

Olá pessoal,

O que vale mais, ter uma boa estratégia e poucos recursos? Ou muitos recursos compensam uma estratégia ruim?

O post de hoje não deve se restringir somente as finanças, pode ser usado em outros contextos. Na verdade, encontrei essa ideia em um livro que li recentemente que falava sobre gestão, liderança e Harry Potter.

Sim, o livro é do autor Tom Morris, e tem como título: “E se Harry Potter dirigisse a General Electric?”. Vale a leitura.

A questão dos recursos VS estratégia que é comentado no livro me fez pensar sobre um assunto, que conforme o que acredito ainda ilude muita gente. E está relacionado ao valor da renda pessoal, ou a capacidade de cada um de “fazer dinheiro”.

Sabe aquele ator famoso ou o jogador de futebol que ganhava muito e depois de alguns anos perdeu tudo? Bem, é isso mesmo.

Importância da Estratégia

Segundo o autor, elaborar e obviamente seguir uma estratégia bem definida, permite alcançar seu objetivo, mesmo que os recursos sejam escassos ou mesmo medíocres.

Traçar um plano sabendo onde se quer chegar pode ser bem trabalhoso e exigir alguns sacrifícios, muitas vezes será necessário haver aprendizado ao longo do caminho, o que irá permitir obter resultados cada vez melhores.

Fazendo um paralelo com suas finanças a ideia é que começar com pouco, seja pouco dinheiro ou conhecimento em investimentos, mas com um plano bem definido permite alcançar o que se deseja.

A ideia é seguir sua estratégia e principalmente se manter fiel a seu perfil, e evitar se sabotar, como comentei nesse post, sobre os “investimentos da moda”.

Muitos recursos e uma estratégia ruim

No livro o exemplo é dado de outra forma, como o contexto é a gestão de uma empresa, os recursos seriam o seu time de colaboradores, então o muito representa os melhores.

Ter os melhores funcionários na equipe, não significa sucesso imediato, se a estratégia for ruim. Mas calma, não significa que uma boa gestão deve escolher qualquer pessoa independente de sua qualificação, a ideia é que não basta reunir o melhor time se não se sabe onde se quer chegar.

Nas finanças pessoais eu adaptei a ideia dos recursos para o montante de dinheiro, e é nesse ponto que entra o exemplo do ator famoso.

Ter uma renda muito alta, permite ter um elevado padrão de vida, mas por quanto tempo?

Se você tem certeza de que irá trabalhar para sempre no mesmo ritmo, ótimo, caso contrário tem algo de errado aí.

Se a desculpa é aquela de quando ganhar mais vou pensar nisso, mais uma vez você está se sabotando, o que reforça a ideia de que mais recursos não significam melhores resultados.

O que é mais importante no fim das contas?

Seguir uma boa estratégia e ter os melhores recursos a disposição, aqui não importa o contexto.

Claro que no início é difícil separar uma grana para começar a investir, ou só de olhar todos os tipos de investimento da vontade de desistir, mas lembre-se, ninguém investe para morrer mais rico, pelo menos eu espero, investimos para realizar sonhos e objetivos.

Então não desista dos seus sonhos. Que frase linda.

Por hoje é isso, e até a próxima.

Flws.

Cuidado com Investimentos “da moda”

Fala pessoal,

Quem nunca pensou em investir em determinado ativo ou produto, apenas porque todos estavam falando daquilo, ou porque estava “na moda”?

A pergunta acima pode ter muitos nãos, principalmente pelo fato de que são poucos os que investem, mas a vontade de adquirir aquele produto deve ter passado pela sua cabeça.

Um grande exemplo para ilustrar essa situação são os Bitcoins, falei mais deles nesse post.

Mas porque ter cuidado com os investimentos da moda?

Primeiro de tudo, e pode ficar chato, mas investimentos devem ter objetivos.

Ninguém toma remédio para dor de cabeça porque achou a embalagem bonita, ou porque estava na promoção. O mesmo acontece com os investimentos, iremos adquiri determinado ativo se ele faz sentido para nossos objetivos.

Outro ponto, é saber se aquilo é realmente um investimento, e nesse caso volto a mencionar os bitcoins, para entender melhor o que quero dizer, peço que leiam este artigo aqui.

E para finalizar, quem estará ganhando ofertando aquele produto? será que realmente vai valer a pena? Digo isso porque muitas vezes cria-se uma sensação de urgência sobre tal investimento, e caso deixemos passar aquela oportunidade ficaremos de fora para sempre. Como se o mercado financeiro deixasse de existir no dia seguinte.

Isso vale para todo produto de consumo, tem alguns produtos de edição limitada que eu compro já faz uns dez anos, é uma edição limitada sem limites, mas deixamos as críticas de lado.

Não é necessário descartar tudo

Ter uma visão extrema também pode fazer mal, é bem possível que a oferta de um produto novo, e mais uma vez não me refiro somente ao mercado financeiro, possa ser do seu interesse e fazer sentido para você adquirir.

A regra é simples, se produto atende seu objetivo, se encaixa no perfil de risco e você possui o montante ideal para investir, vá em frente, algumas oportunidades são mesmo raras de acontecer, então aproveite.

A melhor forma de tomar esse tipo de decisão é ter métricas bem definidas para seus investimentos, prometo escrever algo futuramente falando sobre isso (Como escolho meus investimentos e como tomo as decisões).

O mercado não vai deixar de existir

A dica agora é mais geral, para todo tipo de produto, mas como o blog é sobre finanças os exemplos serão nesta área.

Voltando a questão da situação de urgência.

Vejo isso principalmente no mercado de ações, de renda variável no geral. Tem muito vendedor de produtos e análises financeiras, que sugere a seguinte ideia: “agora é momento ideal para investir em ações”.

Como se antes disso o mercado estivesse morto, ou como se em alguns dias a Bolsa fosse bloquear a entrada de novas investidores.

No fim quem ganha com essa “correria” são as casas de análise e as corretoras de forma geral. Notem que não critico o serviço deles, pelo contrário, sou fã das corretoras de valores, especialmente aquelas que isentam taxas e tratam o cliente na base do ganha x ganha.

A minha crítica vai para forma como a propaganda é feita, e também para nossa forma de avaliar as informações, sem pensar logicamente muitas vezes.

Para finalizar, não existe momento certo ou errado, existem sim boas oportunidades que aparecem vez ou outra, mas o mercado é cíclico, é muito provável ou melhor, é certo que essa oportunidade irá se repetir em algum outro momento.

Bom pessoal é isso. Em alguns textos é possível perceber o meu ceticismo muitas vezes exagerado, mas espero que tenham gostado.

Até mais.

Porque é difícil gastar menos do que ganhamos?

Porque ganhamos pouco. Porque está tudo caro. Porque o ator/atriz da novela usa uma roupa que eu não preciso, mas quero ter.

Olá pessoal,

Alguns dos porquês ali de cima podem até fazer sentido, ou ser uma crítica, cabe a cada um analisar, mas o post de hoje busca identificar um certo “culpado”, por fazer o nosso dinheiro durar menos que os dias do mês.

Esse post vai ser menos sobre finanças e mais sobre comportamento, seguindo a ideia exposta aqui, onde falo que a matemática não é tão importante nas finanças pessoais como geralmente acreditamos.

Quem é o culpado? Nosso cérebro.

Sim, é ótimo botar a culpa em outra pessoa ou coisa, do que admitir que podemos estar errados, mas nesse caso é possível que a culpa seja desse órgão tão valioso para nossa vida. Então remove-lo não é uma opção.

Contudo, não lutar contra as vontades do próprio cérebro é culpa nossa, sendo assim, não podemos deixar de fazer nossa parte. Mas chega de enrolar.

Entendendo nosso cérebro.

No geral nossa tomada de decisão passa por três etapas avaliadas por nosso amigo pensante. Basicamente são três níveis que facilitam fazer escolhas, são eles: o lado animal, mais primitivo, um lado emocional e um lado racional, a ordem é essa, e é importante que seja assim.

O lado animal busca garantir nossa sobrevivência, então em situações de perigo ou urgência ele age primeiro evitando uma situação de risco, por exemplo. Em seguida vem o lado emocional, que leva em conta obviamente nossas emoções, e por último o lado racional, que busca analisar a situação de forma lógica antes de se decidir.

Essa ordem é importante porque, antes de analisar uma situação do ponto de vista lógico, você precisa ficar vivo, vou deixar um exemplo.

Você está caminhando e se depara com um cachorro muito bravo. Seu instinto inicial é fugir, seja correndo ou ficando fora de alcance, isso é essencial para evitar que você seja mordido. Caso o lado emocional falasse primeiro você poderia ficar com pena do animal e querer ajuda-lo, então seria mordido. O lado racional se preocuparia com o fato do abandono de animais e como isso os prejudica, e claro, também seria mordido.

Acho que a ideia ficou clara, certo? Mas como isso afeta meu comportamento com o dinheiro?

No geral é um pouco da combinação do lado primitivo com o lado emocional que o prejudica, e alguns comportamentos que nos acompanham desde gerações anteriores.

Nosso cérebro busca o seguinte: gratificação imediata; ilusão de que tudo vai ficar bem; seguir a manada; coisa rápidas e simples.

E é bastante preguiçoso, ou evita ao máximo: decisões difíceis; pensar no futuro, sair da zona de conforto.

Agora, analisando os itens acima descritos imagine uma situação onde você passa por uma loja e gosta de um produto qualquer. As primeiras reações são de querer adquirir o produto, já que ele é necessário (gratificação imediata), ou comprar porque seus amigos ou parentes já possuem aquilo também (seguir a manda), entre outras.

São vários os exemplos, mas a ideia é perceber que, quem age primeiro são os lados primitivo e emocional e por último o lado racional que luta sozinho e ainda é preguiçoso.

Entender esses conceitos pode lhe ajudar, pois lhe força a lutar contra as justificativas que seu cérebro usa contra você, dizendo por exemplo: vou comprar só desta vez e mês que vêm eu economizo.

Resumindo, o cérebro vai sempre criar justificativas fáceis para pergunta lá de cima: “Porque ganhamos pouco. Porque está tudo caro.”. Mas cabe a você determinar se aquilo realmente faz sentido, ou não.

É isso por hoje, a ideia no texto não é eliminar os lados emocionais ou primitivos do seu dia a dia, até por que você pode acabar morrendo, e o blog perderia leitores, perdão pela brincadeira e até a próxima.

Flws.

P.S.: Eu não sou nenhum especialista em comportamento ou anatomia, a proposta do post é apenas trazer algumas ideias de psicologia para justificar certas atitudes, se você tiver algo a contribuir por favor, não deixe de usar os comentários.