Consórcio ou Investimento?

Olá pessoal,

Estes dias estava fazendo uma palestra sobre finanças com o pessoal do CIEE aqui de Itajaí, e surgiu a seguinte pergunta: “Gostaria de comprar um carro, e não tenho pressa, o consórcio é uma boa?”.

A pergunta então me deu a ideia de escrever esse post, comentando um pouco sobre o funcionamento do consórcio e comparando com a possibilidade de investir o seu dinheiro.

Como funciona o consórcio então?

Primeiro de tudo. Consórcio não é investimento, se alguém tentar lhe convencer do contrário não é seu amigo.

O consórcio opera da seguinte forma, um grupo de pessoas que tem um objetivo em comum seja a aquisição de um carro, moto, casa, etc, contribui para um mesmo fundo, como se fosse uma “vaquinha” e mensalmente um destes participantes é sorteado e recebe uma carta de crédito, no valor que tinha sido estabelecido em contrato, e com essa carta em mãos ele adquire o bem desejado.

Lembrando que mesmo depois de sorteado o participante continua pagando a parcela.

A forma de receber a carta além do sorteio pode ser feita através de um lance, que seria uma parte do valor que falta ser pago, se o seu for o maior entre os lances ofertados, você tem direito a receber a carta antecipadamente.

Mas não tem juros no consórcio, certo?

Correto, diferente de um financiamento, por exemplo, não há cobrança de juros, porém é pago uma taxa de administração a empresa responsável pelo consórcio, que pode ser um banco, uma cooperativa, ou outra instituição financeira.

Essa taxa de administração pode variar entre 15 a 20% ou até mais, a vantagem em relação ao financiamento é que esse percentual é fixo e incide apenas uma vez sobre o total, então para quem pode esperar, o consórcio tem vantagem sobre o financiamento.

Contudo, além da taxa de administração existem as taxas de fundo de reserva, fundo comum e seguro (o seguro pode ser contratado por fora, não precisa ser feito com a mesma empresa do consórcio).

O fundo de reserva serve para prevenir contra o calote de algum participante, enquanto o fundo comum serve para ajudar na “vaquinha”, enquanto o seguro existe para o caso de falecimento de algum membro do consórcio.

Em resumo é isso, agora vamos fazer uma comparação de um consórcio e um investimento.

Consórcio x Investimento

Vamos supor então que a ideia é adquirir uma carta de crédito no valor de R$ 40.000,00, e que o consórcio será pago em 6 anos, ou seja, 72 parcelas. Vou assumir que a taxa (já considerando seguro e fundos) seja de 17%.

O total do valor do consórcio será de: R$ 46.800,00 com uma parcela mensal de R$ 650,00.

Agora vamos pensar em um investimento que lhe renda 0,5% ao mês, onde você aplique os mesmos R$ 650,00 mensais. No fim de 72 meses o valor acumulado seria de R$ 56.100,00 aproximadamente.

Seguinte então:

Consórcio: você paga R$ 46.800,00 e tem direito a uma carta de crédito no valor de R$ 40.000,00, que pode vir no início ou em qualquer momento dos 72 meses.

Investimento: você acumula os mesmos R$ 46.800,00 e os juros ainda lhe entregam mais R$ 9.300,00 ao fim de 6 anos. Total: R$ 56.100,00

A diferença entre os dois é de R$ 16.1000,00.

Um outro ponto a ser levado em conta é que quando você contrata o consórcio o valor do carro, por exemplo, que você quer é de R$ 40.000,00, porém com o passar dos meses ou anos, a tendência é que você passe a querer um outro veículo que pode ou não ter o mesmo valor, é claro que isso acontece na opção de investimento também, porém você tem a gordura dos R$ 16.100,00 para escolher um outro modelo.

Não tem certo e errado pessoal, cada um deve decidir o que é melhor para si dependendo do momento, pode ser que para alguns o carro seja uma necessidade imediata e até mesmo o financiamento passa a ser a melhor opção.

A ideia aqui é trazer informação, para que vocês tomem sempre a melhor decisão.

Flws.

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Financiamento: sonho de carro ou casa própria – parte 2

Então pessoal, voltei para fechar a ideia do financiamento.

Vamos falar de financiar a sua casa agora, no geral a parte burocrática é a mesma, você deve analisar não só o valor da casa, sua localização e etc, bem como taxas de financiamento e o CET da operação.

Nesse momento temos duas opções, fazer o financiamento de um imóvel na planta, ou de um imóvel pronto para morar, tudo vai depender da sua situação e necessidades.

Vamos ao financiamento do imóvel na planta primeiro. Um ponto importante que noto aqui é que se você vai financiar um imóvel na planta, atualmente você mora de aluguel, ou na casa de seus pais, ou divide apartamento com amigo, sei lá, são inúmeras as possibilidades.

Nesse caso, não existe tanta pressa para sair desse local, já que você vai esperar o imóvel ficar pronto, significa que não é tão urgente sair de onde está no momento. Minha dica nesse caso é a seguinte, use o valor que iria utilizar para pagar as parcelas, em uma aplicação que lhe deixe seguro (onde não haverá grandes oscilações), dessa forma você consegue fazer melhores pesquisas no mercado durante este tempo e no momento que realmente precisar sair de onde está seu valor de entrada se torna ainda maior, possibilitando assim adquirir um imóvel pronto, sem os riscos de a construtora atrasar a entrega e todo transtorno que isto acarreta.

Agora, se você confia na construtora e já tem um prazo bem definido para se mudar tudo bem, realmente comprar na planta lhe permite ter acesso a um imóvel um pouco melhor por um preço mais baixo, existe sim essa valorização do bem.

Quanto ao financiamento de um imóvel pronto então. Particularmente eu acho um pouco mais seguro, entendo que não haja a mesma valorização do bem comprado na planta, mas quando se trata do imóvel que você vai utilizar para moradia, acredito que esta questão deva ser um dos últimos pontos a serem analisados.

Nesse momento as avaliações a serem feitas além da parcela são custo de condomínio no caso da compra de um apartamento, além de considerar todas as demais despesas (luz, água, etc), porém quem mora de aluguel já está acostumando a tudo isso, por isso não vou focar nesses pontos.

Em resumo o que eu tinha para falar sobre o financiamento em si era isto, a comparação entre imóvel na planta e imóvel pronto, e alguns prós e contras de cada um.

Na verdade todo este artigo é para sugerir outra opção: não comprar um imóvel próprio.

O que, ficar pagando aluguel?

Sim, mas calma quero detalhar melhor essa ideia. Quando procuramos um primeiro imóvel, na maior parte das vezes, somos jovens e nossa renda não é tão elevada quanto seria no futuro, onde já temos uma carreira mais sólida e mais estável.

Além disso, ao comprar um imóvel, seja na planta ou pronto, você acaba assumindo um compromisso de parcelamento de 25 a 30 anos e ainda assim compromete uma boa parcela da sua renda com este valor, e ainda pior, se nesse meio tempo lhe surge uma oportunidade de emprego em outra cidade, estado ou até mesmo outro país, porque não, você acaba tendo prejuízo na hora da venda do seu bem, pois quando precisamos liquidar um bem com um valor tão alto como um imóvel de forma rápida, a tendência é encontrar alguém que pague bem menos do que o valor real de mercado, ou que demore um bom tempo para fechar a negociação.

Mas pagando aluguel eu nunca vou ter meu próprio imóvel, de que adiantaria?

Em primeiro lugar, se você mora de aluguel você acaba se protegendo de duas situações que mencionei anteriormente, primeira: surgindo uma oportunidade de mudança, fica muito mais fácil encerrar o contrato ou até mesmo pagar as mensalidades restantes se ficar muito caro, do que vender um bem como um imóvel. Segunda: as parcelas de um financiamento imobiliário, mesmo que bastante prolongado pesam no orçamento, sendo assim, qualquer alteração na sua renda, seja por uma crise, uma doença, ou perda do emprego acaba limitando muito seu orçamento, e em alguns casos forçando a contrair dívidas, morando de aluguel, basta procurar uma casa com aluguel mais baixo, até a situação melhorar.

Uma oura situação que poucos percebem é o seguinte: quando você financia um bem, imóvel ou carro, não importa, mas vamos focar na casa aqui, você não deixa de pagar aluguel, entenda da seguinte forma, os juros cobrados pelo banco na sua operação de financiamento não deixam de exercer a mesma função do aluguel de uma casa, só mudou a instituição para quem se está pagando, os juros são como um aluguel sobre o dinheiro emprestado

E qual a solução?

A casa própria é o sonho da maioria das pessoas, então minha sugestão ou dica é: busque alugar uma casa um pouco mais simples, mas que atenda suas expectativas e a diferença de valor que seria usada em um financiamento, por exemplo, você acumula em uma aplicação financeira, se sua ideia é acumular durante um bom tempo, acima de 10 anos, por exemplo, é possível buscar até mesmo aplicações de maior risco, que tendem a ter uma melhor rentabilidade no longo prazo.

Vamos supor que seu financiamento teria uma parcela de R$ 1200,00 por mês, não vou considerar aqui as correções anuais não é a ideia. Uma alternativa seria buscar uma casa mais simples do que essa que seria financiada, com um aluguel de R$ 700,00, por exemplo, e o restante (500,00 reais) você acumula em uma aplicação financeira que lhe rendesse 9% líquido ao ano.

Em 25 anos supondo que sua rentabilidade foi constante e os aportes de 500,00 reais mensais se mantiveram, você teria acumulado aproximadamente R$ 550.000,00 valor suficiente para lhe comprar uma propriedade que atendesse suas expectativas comparadas a casa com aluguel de R$ 700,00, é claro que não considero inflação do período, mas também não levo em conta sua capacidade de poupar mais através do tempo ou a busca por melhores aplicações.

Em fim, opções existem, basta ser criativo.

Espero ter lhe dado uma visão diferente do sonho de casa própria, não é minha intenção desestimular ninguém.

Obrigado e até a próxima.

 

Financiamento: sonho de carro ou casa própria – parte 1

Fala galera,

Em primeiro lugar acho interessante mencionar que o financiamento se comporta da mesma forma que o empréstimo pessoal, porém existe um produto vinculado a essa dívida, seja um carro, uma casa, um financiamento escolar, etc.

Em termos de burocracia segue a mesma lógica do empréstimo, até maior, pois os valores nestes casos são bem mais expressivos, mas, apesar disso os juros para esse tipo de operação são mais baixos, devido à garantia oferecida pelo bem que está sendo adquirido, que não é totalmente seu até o fim do financiamento.

Já que é mais barato vou fazer mesmo, é isso?

Não acho que seja tão simples.

Vamos analisar a compra de um carro, por exemplo, minha ideia aqui não é dar aula de matemática financeira e nem descobrir qual banco cobra a menor taxa, mas sim mostrar uma série de fatores a serem analisados antes de encarar o financiamento.

Apesar da maioria das pessoas fazerem uma pesquisa bastante cuidadosa no momento de trocar de carro ou adquirir seu primeiro veículo, em relação ao preço, estado do automóvel, quilômetros rodados, ano, etc…é difícil ver esta mesma atenção na hora de avaliar as taxas do financiamento e análise do contrato, ou fazer uma busca por melhores oportunidades do que as oferecidas pela concessionária.

Entendo que existe toda a comodidade de fazer tudo com a loja onde se adquire o veículo, pela “parceria” do vendedor e coisa e tal, mas no fundo entra também a ansiedade de fechar logo o negócio e sair para da uns role com o carro novo.

Nesse caso, toda a pesquisa feita principalmente em relação ao preço acaba sendo meio furada, pois talvez aquele outro modelo da outra concessionária fosse R$ 1000,00 mais caro, mas oferecia melhores condições de financiamento, por exemplo, questão que nem foi avaliada, pois o carro foi descartado já que estava muito caro.

Mas ai fica baita chato analisar tudo isso, já é trabalhoso olhar várias concessionárias, ainda ter que ficar verificando condições de financiamento, o que era para ser legal virou uma tortura não é mesmo? Sim, fazer as coisas da melhor maneira é sempre chato, tudo feito com dedicação é chato, quem diz que não é ta mentindo, mas vale a pena.

Mais pontos ruins. Quando se pensa em comprar o carro no geral se avalia se a parcela cabe no bolso, e quanto tempo irá ficar pagando ali o financiamento, se tiver ok, o carro é legal e o vendedor ainda promete que vai dar um brinde (uma cesta com Mu-mu e um pacote de batata, nem é ruffles) pronto, já ficamos super- felizes e fechamos o negócio.

Ninguém lembra que carro precisa de gasolina, que tem emplacamento, IPVA , as revisões e o seguro, não quero ser o ranzinza aqui pessoal, mas no momento da compra é fato que muita gente não pensa nisso tudo e foca somente na parcela.

Fica só na bike e no buso então?

Não, também não é assim. Acho que toda conquista na vida é importante e nos motiva a seguir em frente, mas tudo deve ser bem pensado e planejado. Uma dica interessante, antes de iniciar um financiamento, poupe o valor da prestação que seria assumida já considerando a parcela, os gastos com gasolina, e um rateio mensal dos custos de seguro, IPVA e emplacamento, se você fizer isso durante três meses e seu orçamento ficar tranquilo, toca ficha, vai lá, procura seu carro, faça as devidas análises e fecha o negócio.

Mais interessante ainda, é fazer a poupança pelo máximo de tempo possível antes de precisar realmente do veículo, pois assim você consegue dar uma bela entrada e reduz o valor de financiamento.

Vou encerrar esse post por aqui para não ficar muito longo, mas prometo complementar a ideia de financiamento para casa própria em outro artigo.

Nos vemos nos próximos capítulos.

Flws.

 

Cheque Especial , quando devo utilizar?

Não deve.

O Cheque especial deveria ser visto da mesma forma que um seguro de carro ou de vida, a gente torce para nunca usar é dessa mesma forma que devemos tratá-lo.

O cheque especial é coisa do Banzaré então? Sim.

Falando sério pessoal, o cheque especial funciona como um limite pré-aprovado na sua conta, muitas vezes ele é até mostrado como saldo disponível, por isso digo que é coisa do banzaré. Como aquele dinheiro está ali, nós acabamos utilizando, e as consequências são sombrias.

Existem alguns bancos que não cobram juros durante um período de dias de utilização dessa forma de crédito, ou seja, você utiliza aquele dinheiro para uma emergência e se dentro do prazo a sua conta voltar a ter saldo positivo, por um depósito, ou outro valor recebido, sua dívida é quitada de forma automática, de qualquer forma, sempre que utiliza esse recurso é pago o IOF na operação.

Mas porque devemos evitá-lo?

Em primeiro lugar pelo alto valor de juros cobrado nesse tipo de crédito, por ser algo já disponível em sua conta, o risco do banco é maior, por isso o valor de juros cobrado é proporcional a este “benefício” concedido.

Segundo, porque depender do cheque especial significa que você não tem controle sobre suas finanças e que acabou precisando contar com recursos que não são seus para cobrir as contas de determinado mês.

Por último, uma vez que dependa desse limite e ele não for quitado o mais breve possível, a dívida se transforma em uma bola de neve, o que gera mais desgaste com sua instituição financeira e pode acabar lhe trazendo maiores dores de cabeça.

Antes de ir para o próximo tópico, acho importante destacar que o cheque especial jamais deve ser utilizado para comprar alguma futilidade ou satisfazer um desejo momentâneo, mesmo que seja tentador utilizar aquele valor disponível, é muito mais válido refletir e quem sabe adiar a compra para o próximo mês, garanto que você ficará muito triste na hora e quando chegar em casa também. Mas depois passa, a dívida assumida continua.

O título falava em quando devo utilizar, era tudo mentira?

Não, apesar de se fazer necessário ser muito seletivo para usar o recurso, existe ocasiões em que o cheque especial pode ser bastante útil, até por este motivo devemos manter ele disponível para este tipo de evento. Uma consulta de emergência ou a compra de um remédio são exemplos de real necessidade, uma vez que depender da saúde pública nem sempre é a melhor opção.

Evitando o uso constante e criando sua reserva de emergência fica cada vez mais desnecessário o uso do cheque especial, sugiro até que após ter uma boa reserva em um investimento seguro, você opte por reduzir seu limite ou até cancelar esse serviço.

É isso galera, o cheque especial é coisa do banzaré, e só pode ser utilizado em situações “especiais” como o próprio nome já diz, espero ter contribuído mais uma vez.

 

Flws.

E os Empréstimos Pessoais, pode?

Pode tudo, desde que seja bem pensando…nem tudo na verdade.

Mas então vamos lá…os CDC’s ou empréstimos pessoais, tem como “vantagem” uma alíquota de juros bem menor que a do cartão de crédito ou cheque especial, porém a sua contratação é bem mais burocrática, principalmente se você estiver nas listas de proteção ao crédito.

Uma vez que você não tenha nenhuma restrição e já tenha uma boa relação com seu banco, pagando as faturas do cartão em dia, ou já possui algum histórico de empréstimo a contratação do CDC é um pouco mais fácil.

Um ponto interessante é em relação ao seu histórico no banco. Digo isso porque se você nunca usa crédito, seja por meio do cartão ou cheque especial, o banco não sabe se você é um bom pagador, isso se aplica até mesmo aqueles que têm investimentos.

É um pouco fora da casa até, mas em uma conta antiga que eu possuía apesar de sempre fazer aportes na poupança ou CDB do banco (que não é lá essas coisas) o meu limite de crédito era de menos de R$ 200,00, ou seja, eu não tinha moral nenhuma, mesmo fazendo as coisas certinho, o banco não acreditava em mim, tirando isso tudo bem, voltemos ao post.

Bom, e quando devo usar essa opção?

Em minha opinião o CDC deveria ser usado somente para cobrir alguma emergência (caso você ainda não possua sua reserva) ou trocar uma dívida cara por uma mais barata. Um exemplo seria quitar sua dívida do cartão de crédito com um CDC e passar a pagar uma parcela mais baixa, com juros mais baixos e que caibam em seu bolso.

Usar esse tipo de crédito para atender um desejo pode ser algo tentador, mas deveria ser evitado, pois além do custo para atender o seu sonho, você ainda vai arcar com os juros que apesar de serem mais baixos, diminuem a sua capacidade de gerar riqueza para si.

Minha sugestão é: sempre que tiver vontade de fazer uma viagem ou fazer uma reforma em casa, ou comprar a TV Smart LED Ultra HD 40 polegadas, mas que não vira um transformer, você opte por investir o valor da parcela e comprar o bem à vista, pois além de não pagar juros, é provável que consiga um belo desconto no momento de negociar o seu bem. Apesar de adiar em alguns meses o seu sonho, após fazer aquela economia mensal, você acaba por criar o hábito de acumular dinheiro e acaba conhecendo boas oportunidades de investimento, pode usar até mesmo a poupança nesses casos.

OBS: se a TV tiver a opção de virar transformer o empréstimo é aconselhável.

Esse post ficou um pouco mais curto, mas acredito que já ajuda de alguma forma, não quis trazer as taxas cobradas nos grandes bancos aqui, pois elas variam constantemente, vou deixar abaixo um link para consulta direto no site do BACEN, mas o melhor mesmo é você ir até sua agência e tentar fazer um bom negócio.

http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/r/txjuros/?path=conteudo%2Ftxcred%2FReports%2FTaxasCredito-Consolidadas-porTaxasAnuais.rdl&nome=Pessoa%20F%C3%ADsica%20-%20Cr%C3%A9dito%20pessoal%20consignado%20privado&parametros=’tipopessoa:1;modalidade:219;encargo:101

Mais uma vez obrigado, e até mais.

Fui.

 

Cartão de Crédito, é um grande vilão?

No último post do blog, comentei sobre as várias oportunidades de crédito disponíveis e uma delas é o famoso cartão de crédito.

O cartão de crédito é talvez a forma mais fácil de se obter crédito. Seja o cartão do banco ou de outra instituição, como os cartões de loja, por exemplo, que geram descontos de 5% em suas compras se você gastar R$ 1000,00 reais na loja por semana.

Apesar de ser quase empurrado ao cliente, os cartões não são oferecidos por pura bondade, todos passam por uma análise de crédito antes de receber seu cartão, seja para definir o limite ou mesmo liberar sua utilização.

O ponto principal é: uma vez que você utiliza o cartão e acaba gastando mais do que podia os juros cobrados são altíssimos com taxas de mais de 150% ao ano. Devido a isso muita gente reclama do cartão e de suas taxas. Mas é possível observar que durantes as compras o cartão dificilmente pula da sua carteira e sai escolhendo aquele tênis novo, ou parcela um celular, pois ele achou que a prestação cabia em seu bolso. No fundo quem toma as decisões somos nós mesmos.

Não quero defender que as taxas cobradas no cartão de crédito não são abusivas, pelo contrário, acredito que se fossem mais baixas seria menor o índice de inadimplência e mais fácil de o cliente arcar com sua dívida, mas destaco a importância de se ter um controle sobre as finanças e consumir sempre conscientemente.

Já deixei minha crítica, então vamos pontuar alguns itens sobre este produto financeiro.

Acredito que o cartão de crédito pode ser um aliado, por isso vou elencar alguns pontos positivos:

Compras onde não há desconto à vista: se você tem o dinheiro, chorou e mesmo assim o produto não vai ter nem 5% de desconto, e o pagamento no cartão vai sair o mesmo preço, utilize o cartão;

Acumular Milhas: Se você viaja bastante, e seu cartão tem um bom plano de milhas, vale a pena pagar suas contas por ali, lembrando que para quem paga a fatura em dia, não há juros, ou seja, você paga o mesmo preço e ainda ganha o bônus em milhas;

Concentrar pagamentos: aqui entra a regra do desconto também, caso você possa pagar menos utilizando débito ou dinheiro faça isso, contudo o cartão de crédito é uma forma de você concentrar seus pagamentos em uma mesma data, e nesse meio tempo fazer seu dinheiro trabalhar para você;

Evitar uso de dinheiro: andar com muito dinheiro é sempre perigoso, nesse ponto o cartão acaba sendo uma boa opção para evitar algum furto, porém, nesse caso prefira sempre o cartão de débito, ou siga as dicas anteriores;

Uma outra dica é utilizar cartões de créditos que não cobrem anuidade, um bom exemplo é o Nubank, além disso existem diversos bancos que oferecem essa mesma oportunidade.

Em resumo, o cartão de crédito pode ser tanto um amigo como um inimigo, quem vai definir isso é você mesmo, usando com cuidado, e evitando as compras por impulso o cartão pode ser uma ótima ferramenta, tanto para controle de despesas como para acumulo de bônus além de facilitar compras internacionais.

Por último, se você tem uma dívida muito grande no seu cartão e já virou uma bola de neve, busque conversar com seu gerente e analise outras opções para quitá-la, uma dica interessante é utilizar um empréstimo pessoal que possui juros mais baixos e permite eliminar de vez a dívida do cartão. Vou comentar mais sobre isso no próximo post.

Obrigado a todos e até a próxima.